Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 02/05/2020
Promulgada em 1988,a Constituição Federal garante no artigo 218 que a pesquisa científica básica receberá tratamento prioritário do Estado.Conquanto,na prática,tal fato não é observado,haja vista que,de acordo com dados publicados pelo Data Folha,o número de pessoas que saem do Brasil para desenvolver seus estudos é crescente.Diante disso,a falta de investimento na ciência,bem como o descaso com a educação brasileira são fatores que coadunam para esse cenário de fuga de cérebros.
Cabe ressaltar,a princípio,que o fomento das ciências e da tecnologia é um fator primordial para o desenvolvimento de uma nação.Nessa perspectiva,tal fato é evidenciado em países como os EUA,que imersos na realidade da Revolução técnico-científica,direcionam investimentos para pesquisas e estudos,os quais permitiriam a esse país o título de maior potência mundial.Em contrapartida,no Brasil depara-se com um realidade diferente.Sob essa óptica,apesar do enorme potencial material do país em desenvolver ciência,tendo em vista a sua riqueza natural,vasto território e grande parte da população em idade ativa,o Brasil é negligente quanto ao investimento na área científica.Nesse viés,tal fato é observado no sucateamento das Universidades e centros de pesquisa,bem como na falta de suporte estrutural fornecido a cientistas brasileiros-com aparelhos ultrapassadas,materiais escassos,não pagamento dos profissionais e precária infraestrutura dos locais de pesquisa.Diante disso,o abandono das ciências acarreta em perdas desenvolvimentistas importantes para o Brasil.
Outrossim,a inadvertência com a educação brasileira é um dos motivo para milhares de pessoas saírem do país em busca de melhores condições educacionais.Nesse contexto,consoante ao sociólogo Paulo Freire,a educação é fundamental para que uma sociedade seja transformada.Entretanto,apesar da evidente importância da educação em um corpo social,o Brasil está em 57 posição no ranking de educação mundial de acordo com o IPEA-Instituto de Pesquisa econômica Aplicada-,demonstrando,assim,um sistema falido quanto ao atendimento das necessidades de sua população.Nesse sentido,tal fato é demonstrado na má infraestrutura dos colégios públicos,na falta de pagamento de salários dos educadores e,também,nos índices de avaliação educacional baixos.Diante disso,a inoperância do Estado com a garantia de uma educação eficiente coaduna para que o número de “fugas de cérebro” aumente e,consequentemente,represente uma perda significativa ao pais.
Em suma,cabe ao Ministério de Ciência e Tecnologia,por meio de parcerias público-privadas captar recursos financeiros para o desenvolvimento das ciências.Nesse sentido,o capital seria utilizado para fomentar os centros de pesquisas e equipá-los com os materiais necessários,a fim de incentivar os profissionais a desenvolverem seus projetos em território nacional,contribuindo para toda a sociedade.