Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 03/05/2020
Há pensamento sem ciência, mas não há ciência sem pensamento.
O atraso da ciência brasileira é reflexo da negligente valorização dos cientistas. Para Augusto Cury, cientista e pesquisador, é dificílimo produzir conhecimento num país em que o suporte é deficiente. Tal fato, gera uma “diáspora cientifica” em busca de meios para pesquisar. Mas, conforme a perspectiva, há sim, um ponto positivo.
Em um primeiro momento, é válido reconhecer que uma diáspora temporária seria benéfica. Visto que os cientistas amadureceriam no contato com profissionais estrangeiros que gozam de bom ferramental para pesquisa. A exemplo, em 2019, Willian Kaelin e Gregg Semenza, dos EUA, foram vencedores do Prêmio Nobel de Medicina, logo, são grandes pesquisadores, e possuem meios diferenciados de pesquisa. Do contrário, produziriam resultados iguais a todos os outros cientistas.
Já num segundo cenário, a desarticulação política e dos instrumentos que incentivam à ciência brasileira, é um erro. Porque o desinvestimento sai caro. Para comprovar isso, basta lançar um olhar sob o atual cenário pandêmico, gerado pelo Covid-19. O qual impôs ao governo uma compra de 15 mil respiradores mecânicos da China, conforme site do Ministério da Economia.
Portanto, são necessárias medidas que anulem o óbice que impede seja, a diáspora, temporária. Para tanto, o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico deve propor um projeto que equipare as ferramentas de pesquisa do Brasil com as grandes potências científicas. Essa ação pode ser feita com a identificação dos contrastes ferramentais, e mapeação de desenvolvedores nacionais. Ainda, o Ministério da Economia tem o encargo de moldar de forma justa o capital público para que isso ocorra. Somente assim, os talentos retornarão, e o embrionário desenvolvimento científico apontará, na aurora, com formosa maioridade.