Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 04/05/2020
No Renascimento, o arquiteto e escultor Michelangelo se tornou um dos primeiros artistas a obter reconhecimento e valorização em vida. Hoje porém, no Brasil, essa situação não é comum e a desvalorização provoca uma fuga de cérebros extensa e prejudicial para o país. Nessa conjectura, a redução de investimentos na ciência e, também, a descredibilização do conhecimento real corroboram com tal cenário.
Convém destacar, a priori, que a falta de financiamento científico desestimula o interesse na área. Isso porque muitos profissionais não tem a estrutura e a remuneração adequada para que o trabalho seja feito com excelência, pela redução de capital. Desde o governo da presidente Dilma, os cortes na área de educação e ciência são massivos, impossibilitando a produção no país. Dessa forma, é notório que, pela falta de apoio, muitos profissionais competentes abandonam a nação em busca de melhores condições.
Ademais, o crescimento de movimentos que descredibilizam a ciência e a pesquisa agravam o cenário. Isso por conta do desestímulo natural que ocorre diante de ações que criticam erroneamente trabalhos e pesquisadores que dedicam a vida para o conhecimento. Um bom exemplo é a ascensão de campanhas anti-vacinas, baseadas em teorias da conspiração, que provocaram a volta do sarampo. Dessa maneira, uma doença, até então erradicada, retorna e a comunidade científica sente o desprezo e o anseio por um local que o valorize.
Diante dos fatos apresentados, é necessária uma uma iniciativa público-privada entre empresas de ciência e tecnologia, Ministério da Educação e o FUNDEB para aumentarem os investimentos em estudos científicos e nos pesquisadores, por meio de incentivos financeiros, expansão de bolsas, reconhecimento em títulos e apoio infraestrutural com o objetivo de fornecer condições e valorizar a importante produção científica nacional. Além disso, é ideal uma ação entre escolas de nível fundamental e médio, sociedade civil e programas de televisão e rádio para destacarem frequentemente a importância da ciência e dos estudos para o mundo atual, por meio de publicidades, debates com pesquisadores e realização de feiras de ciência e projetos que estimulem o conhecimento dentro da sociedade, visando retomar a credibilidade da pesquisa e manter os profissionais no país.