Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 04/05/2020

A ciência sempre foi um vetor de crescimento de um país. Países desenvolvidos fazem investimentos massivos em pesquisa para poderem garantir seus lugares no topo econômico e tecnológico do mundo. Portanto, a fuga de cérebros do Brasil coloca em xeque o desenvolvimento de nossa nação, e são os principais obstáculos para tal êxodo: o baixo de investimento público e a falta de parcerias entre o setor privado e as universidades.

Nos últimos anos presenciamos o corte de bolsas de iniciação científica pelo Executivo no Brasil. Tais medidas tornam a profissão de pesquisador menos atraente e, em muitos casos, inviável para aquele que pesquisa. Sendo assim, isso força o profissional a considerar propostas de trabalho no exterior que pagam bem mais do que dentro do território nacional.

Além do mais, no Brasil não há uma cultura de parceria entre o setor privado e a pesquisa científica como há, por exemplo, nos Estados Unidos. A maioria das empresas brasileiras optam por não investir em pesquisa por tal investimento não ter um retorno tão bom no curto ou médio prazo. Dessa forma, a responsabilidade sobre o investimento em pesquisas cai sobre o setor público, que em situações de crise não consegue arcar com os custos de investimento.

Faz-se urgente, portanto, a tomada de medidas para impedir a fuga de pesquisadores do Brasil. Para tal, é necessário um investimento maior e constante do Executivo nas bolsas de pesquisa, parando de enxergar tal área como passível de cortes fiscais. E além disso, o Legislativo deve aprovar leis de desoneração fiscal para empresas que investirem em centros de pesquisas de universidades (sejam elas públicas ou privadas). Permitindo assim que o Brasil possa se alinhar aos países desenvovlvidos no tratamento digno à pesquisa e ciência.