Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 05/05/2020
Durante a Idade Antiga, ocorreu a Diáspora Judáica, caracterizada por expulsões forçadas dos judeus pelo mundo. No contexto atual, há a dispersação de profissinais brasileiros, não só pela ausência de conexões entre as instituições de ensino e o mercado de trabalho, mas também devido à falta de investimentos em pesquisas nacionais.
Em primeiro lugar, cabe pontuar que a falta de vínculos entre as universidades e indústrias é uma das barreiras a ser enfrentada ao combater à fuga de cérebros no Brasil. Segundo ideias deterministas de Friedrich Ratzel, nenhum povo poderia desenvolver-se sem um espaço adequado. Então, pesquisadores recém formados ao não encontrar possibilidades empregatícias ou de especializações coincidentes em seu país de origem para que possam desenvolver-se, são atraídos por trabalhos no estrangeiro, com melhores renumerações e oportunidades.
Ademais, brasileiros estão diante de um quadro de retrocesso na ciência e educação. Consoante ao “apagão das bolsas”, como tem sido chamado o corte de verbas no Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), que interrompe a liberação de R$ 60 milhões em bolsas para alunos de pós-graduação. Por conseguinte, a restrição de investimentos desfaz as condiçoes de produção e intercionalização no Brasil. Assim, o desfio em manter os profissionais no país se torna maior já que o país não é um polo de inovações científicas e tecnológicas.
Diante do exposto, faz-se necessário que o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação tome providências para amenizar a diáspora de pesquisadores brasileiros, descongelando o orçamento destinado ao CNPq. Paralelamente a isso, é imperiosa uma ação que crie polos de pesquisa nas cinco regiões brasileiras, no intuito de não perder competividade, produção de conhecimento e desenvolver a percepção que a perda desses profissionais causa danos à economia e ao desenvolvimento.