Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 05/05/2020

No Período Renascentista, a ciência sofreu uma revolução no seu modo de pensar e constatar os fenômenos pelo uso da razão, que ficou conhecida como Revolução Científica. No Entanto, no Brasil, é notório o retrocesso hodierno no campo do desenvolvimento científico com a emigração de pessoas qualificadas para outros países, em razão da morosidade das autorizações de pesquisas e a falta de investimento no setor que dificulta o trabalho dessas pessoas. À vista disso, infere-se que tal problemática é inerente à excessiva burocracia do Estado e a uma má formação educacional.

A priori, consoante o físico Albert Einstein, a burocracia é um empecilho para todas as atividades, uma vez que ela oferece resistência ao progresso. Dessa forma, a burocracia no Brasil torna-se excessiva com o objetivo de arrecadar o máximo de recursos possíveis para o Estado o que ocasiona uma morosidade excessiva na análise e liberação de insumos para os projetos científicos. Logo, esse empecilho dificulta o nível de inovação do país, pois, as pesquisas de diversas áreas, como medicina, telecomunicações e outras ficam retidas à espera de uma aprovação e acabam defasadas em relação ao progresso das outras nações. Isso leva a constatação de que o Estado é o maior responsável pelo atraso tecnológico e social do território nacional.

Outrossim, conforme o psiquiatra Augusto Cury, “o sistema educacional brasileiro forma repetidores de informação e não pensadores”. Assim, o sistema de ensino acaba por formar indivíduos superficiais que não foram ensinados a possuírem a autonomia de criar novos pensamentos e soluções para as adversidades que surgem corriqueiramente. Destarte, as pessoas que conseguem se destacar perante os problemas socioeducacionais do Brasil, acabam por optarem a irem continuar suas carreiras em outras regiões do mundo, as quais concentram as maiores instituições de pesquisa do mundo. Ao passo que a falha no processo educacional brasileiro corrobora para essa situação de fuga de cérebros do país.

Portanto, para a reformulação do sistema burocrático e da renovação do sistema educacional, são necessárias mudanças estruturais. Com isso, assiste ao Congresso Nacional, por meio de emendas constitucionais, a redução dos processos burocráticos, com a eliminação dos procedimentos excessivos em todo o setor econômico e científico, assim como a ampliação dos recursos destinados às pesquisas, a fim de que haja um fomento no âmbito científico e econômico. Ademais, cabe ao Ministério da Educação, por intermédio de uma nova diretriz curricular, a criação de oficinas pedagógicas, as quais priorizem a aplicação prática do conhecimento adquirido pelo aluno e incentive a autonomia deles em buscar novos conhecimentos, para que haja uma geração mais desejosa na etapa de aprendizagem.