Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 06/05/2020
Portugal preocupou-se em trazer da Europa cientistas e profissionais renomados para criar faculdades de qualidade no Brasil do século XIX. Resquícios dessa época ainda permanecem nos dias de hoje. Governantes não dão atenção suficiente para a produção de conhecimento no Brasil atual, tendo que importar tecnologias de outros países. Nesse sentido, é mister compreender que a fulga de cérebros do Brasil dar-se pela falta de investimentos na prática científica e na desvalorização do profissional qualificado.
Em primeira análise, o Brasil vivência uma drástica redução de investimentos na área da ciência. Essa situação descreve o quanto os governantes estão aquém para a valorição da produção de sua própria tecnologia, dando preferência à importação da ciência pronta. Pois, o conhecimento científico é a “chave” para se obter avanços e inovações tecnológicas de grande relevância para o país. Segundo Thomas Hobbes: O Estado deve garantir o bem estar de sua população. Entretanto, isso não ocorre no Brasil. A redução de investimentos na educação superior sucateia a prática científica. Isso corrobora para que cientistas jovens não sintam conforto em praticarem ciência em seu país, e quando saem da faculdade, buscam polos científicos em outros países.
Outrossim, o Estado não promove a ciência, tecnologia e inovação de forma prioritária, como estabelece a Constituição Federal de 1988. Com isso, percebe-se a falta, ou ausência de legitimidade e aplicabilidade da lei. Com o não cumprimento das leis, colabora a desvalorização de profissionais qualificados. Por isso, cientistas, no Brasil, sentem-se pouco valorizados, seja com a falta de sálario adequado, ou com a falta de investimentos na ciência. Não é difícil ver as universidades praticando o “jeitinho brasileiro” para entregar pesquisas de qualidade ao país. Isso, sem dúvidas, vai de encontro ao conceito de “Mais Valia” de Karl Marx, ou seja, para os governantes do Brasil a força de trabalho do cientista, ou da faculdade, só tem reconhecimento quando produz lucratividade para o seu Estado. Por esse motivo, muitos cientistas buscam reconhecimento científico em outros países.
Portanto, é necessário que o Brasil faça valer o que está escrito na Constituição Federal. Para isso, urgem medidas para barrar a saída de cientistas do país. É primordial que o Poder Legislativo reforce as leis de incentivo à ciência e da valorização da mão de obra do cientista, assegurando investimentos à prática científica e proibindo que governantes interfiram na destinação de recursos para as universidades, que são os principais polos de construção cinetífica do país. Só assim o Brasil caiminhará em rumo da ordem e do progresso, como consta na bandeira da nação em referência ao processo de libertação cientifica com influência do Positivismo de Augusto Comte.