Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 24/06/2020
Em meados do século XX, houve uma intensificação no deslocamento populacional originado do campo para os centros urbanos, em busca de melhores oportunidades de trabalho, conhecido como êxodo rural. Atualmente, tal qual ocorreu a migração do campo para os centros urbanos, vem crescendo no Brasil no campo científico, a migração de cientistas brasileiros para o exterior, a chamada fuga de cérebros. Muitos são os desafios no seu combate que ocorrem devido à falta de incentivo do governo, como também uma sociedade que não valoriza a ciência.
Primeiramente, é possível perceber que a falta de incentivo por parte do governo agrava a fuga de cérebros no Brasil. Certamente, a falta de políticas públicas que incentivem a produção acadêmica em massa, por meio do desenvolvimento de pesquisas, acaba por intensificar a crise científica, já que nos dias de hoje vivemos em uma ótica capitalista científica-informacional, a ciência por sua vez acaba por ser um pilar do desenvolvimento econômico. Entretanto, como não há o incentivo e valorização da ciência, muitos cientistas emigram em busca de melhores oportunidades, estas encontradas nos países desenvolvidos.
Além disso, é necessário entender que a escassa valorização do meio científico por parte da sociedade acentua a recorrente migração internacional de cientistas brasileiros para o exterior. Incontestavelmente, grande parte da sociedade não reconhece a extrema importância da ciência para o desenvolvimento nacional, tanto econômico quanto social. Prova disso são as atuais e constantes notícias de desrespeito à recomendações da OMS (Organização Mundial de Saúde) sobre distanciamento social, devido à pandemia do Coronavírus. Tal atitude evidencia a recorrente desvalorização da ciência.
Portanto, é necessário atenuar os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, para isso o Governo Federal deve agir em conjunto com o Ministério de Ciências, Tecnologia, Inovações e Comunicações, para que ocorra o aumento do investimento na área da ciência, primordialmente em áreas mais produtivas de forma a incentivar os cientistas atuantes daquelas áreas destinando uma maior quantidade de verba, como também incentivos fiscais às empresas privadas que tenham fomentado o desenvolvimento de pesquisas nas faculdades públicas e/ou privadas. Dessa maneira, muitos cientistas retornarão ao nosso país e assim propiciarão um maior desenvolvimento nacional.