Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 07/05/2020
A impressora 3D foi criada pelo norte americano Chuck Hull com o propósito de fazer lâmpadas para solidificação de resinas e confeccionar plásticos rígidos, com o avanço das pesquisas científicas a mesma já pode ser usada para imprimir partes do corpo humano, inovando a medicina. Nesse sentido, é válido reconhecer a importância da ciência. Contudo, tais pesquisas necessitam tanto de apoio social quanto de investimento financeiro, coisas que não são recorrentes na sociedade atual brasileira.
A priori, tem-se a diáspora de cérebros - termo esse utilizado para explicar a emigração de cientistas - como uma problemática contemporânea. Segundo o filósofo John Locke “o que te preocupa, te escraviza”. Sob esse viés, pode-se fazer uma comparação com o momento vivido pelos pesquisadores brasileiros, que se veem escravizados pela dependência de recursos estrangeiros, já que as qualidades do local de trabalho em sua própria nação não são boas, causando assim a fuga de intelectos do Brasil. Esse panorama se evidencia, portanto, quando a pesquisadora brasileira Suzana Herculano-Houze afirma que já precisou custear a própria pesquisa, o que acabou sendo um dos fatores que a levou a se mudar para os Estados Unidos.
Em segundo lugar, é importante ressaltar que sem o devido reconhecimento da área o interesse, por parte da população, de se tornarem futuros cientistas diminui e esse fato juntamente à um ambiente de trabalho despreparado intensifica a dispersão de pesquisadores. Acerca disso, é pertinente comentar sobre a 3ª Marcha pela Ciência em São Paulo que, usando o argumento de que “sem ciência não existe desenvolvimento”, tinha como um dos objetivos principais a valorização da ciência e do cientista. Por fim, seria negligente não notar o impacto que a desvalorização têm sobre as pesquisas cientificas.
Portanto, são necessárias medidas para combater à fuga de cérebros. Para tanto, cabe ao Governo Federal conceder verbas para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, para que o mesmo melhore o ambiente de trabalho dos pesquisadores brasileiros, por meio da devida ampliação e equiparão dos laboratórios. Ademais, cabe ao Ministério da Educação incentivar os alunos a ingressarem no ramo científico, por meio do fornecimento de melhores bolsas e com a criação de programas de reconhecimento para os alunos e professores que criarem bons projetos. Espera-se, com isso, que os brasileiros deixem de ser escravizados pela proposta de melhores condições.