Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 07/05/2020
Brasil: um país sem cérebros.
Em 2019, o governo brasileiro anunciou o corte de bolsas voltadas à pesquisas de mestrados e doutorados disponibilizadas pela CNPq, causando a fragilização de projetos e a revolta de estudantes e cientistas que -grande parcela- optaram pela aceitação de oportunidades internacionais. Logo, o Brasil não possui medidas e políticas que visam minimizar o fenômeno do “Brain drain” (saída em massa de indivíduos).
Inicialmente, o desmonte de investimentos voltados para as áreas científicas, tecnológicas e de inovação teve seu início com a posse do presidente Michel Temer em 2016. Nos meses seguintes, houve a junção do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação com o Ministério das Comunicações, de certo um severo retrocesso a pesquisa brasileira.
Similarmente, questões como: falta de agilidade nos processos administrativos, inexistência de vínculos empregatícios, pessimismo em futuras contratações e a dificuldade fiscal de recebimento de recursos acadêmicos, somam-se como fatores preponderantes para a saída de capital humano, segundo o Biólogo Glauco Machado da Universidade de São Paulo.
Ademais, 55% da riqueza do mundo provém do conhecimento, de acordo com análises da Organização para Cooperação de Desenvolvimento Econômico (OCDE). Portanto, com o baixo incentivo nas ciências biológicas e tecnológicas, o país estará suprimindo talentos nacionais e alavancando a dependência a grandes potências econômicas.
Destarte, o combate à fuga de cérebros só pode ser possível por meio de medidas favoráveis sob o trabalho dos profissionais. De forma que, os órgãos políticos regularize a pesquisa como profissão sujeita a benefícios e deveres trabalhistas, como também, crie uma indústria nacional científica para disponibilização de recursos em tempo ágil. E, por fim, a realização de campanhas de valorização da ciência com o intuito de dificultar o corte de investimentos nas áreas supracitadas.