Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 08/05/2020
No Brasil contemporâneo, a fuga de cérebros se apresenta como um cenário desafiador, seja pelo desinteresse governamental, seja pela carência de mercado qualificado. Assim, busca-se discutir medidas de combate a emigração de gênios.
De início, o desprezo do Estado nas pesquisas acadêmicas é um vetor a saída dos cientistas.Sob tal óptica, segundo a revista Exame, " O MEC anunciou corte de mais de 5613 bolsas em pós graduação. Por conseguinte, o desestímulo a qualificação científica no Brasil possibilita que países onde a valorização nesse nível educacional retenha esses pesquisadores, tornando a mão de obra brasileira mal capacitada e abaixando o desenvolvimento nacional.
Em segundo plano, o escasso mercado para profissionais com alta escolaridade também contribui para a saída de cérebros. Nesse sentido, segundo a rede social de negócios, linkedin, 25% dos brasileiros com doutorado não têm emprego formal, enquanto a média mundial é 2%". Em síntese, a discrepância de empregabilidade de outros países com o Brasil permite que o recém formado seja atraído para o mercado no exterior gerando baixa formação de patentes nacionais, afetando a economia.
Portanto, urge que o Ministério da Educação promova bolsas atrativas para os acadêmicos e cientistas para valorizar suas pesquisas de forma que diminua a concorrência estrangeira. Ademais, esse ministério em parceria com a mídia deve incentivar os empreendedores brasileiros a buscarem a gestão de inovação, por meio de inclusao dessa matéria em cursos superiores admistrativos e pela maior acessibilidade em MBAs na área, estimulando os gestores a procurarem uma mão de obra especializada.