Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 10/05/2020
Segundo o sociólogo Agusto comte, criador do movimento positivista, apenas o desenvolvimento cientifico faz a sociedade prosperar. Contudo, mesmo com tal ideal expresso na bandeira nacional , “Ordem e progresso”, observa-se que a realidade vivida pelos cientistas, a falta de orçamento, está acarretando na emigração dos mesmo. Sendo assim, faz-se necessária a tomada de medidas para combater a problemática.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a atual crise econômica brasileira corrobora para difusão dos pesquisadores. Nesse sentido, em uma reportagem apesentada pelo Fantastico, os cortes consecutivos no orçamento das faculdade e nas bolsas de iniciação academica feitos pelos vários governos e o atual, são alguns dos fatores que contribuem para a precarização do desenvolvimento de pesquisas no País. Sendo assim, é notório que as condições inaptas para o progresso de um estudo desestimula os cientistas.
Em segundo plano, é valido ressaltar que outros países têm investido mais recursos no campo acadêmico, como exemplo a China e os Estados Unidos, oque atrai os olhares do estudantes brasileiros. Alem disso, a oportunidade de terem seu trabalho reconhecido em outras universidades, estrangeiras, é maior. Sendo assim, parafraseando a neurocientista Suzana Herculano, “o atual cenário brasileiro e de mediocridade e descaso governamental, é desanimador”, a mesma mudou-se para os Estados Unidos.
Em suma, são necessárias medidas que atenuem à fuga de cérebros no Brasil. Logo, a fim de melhorar as condições de trabalho dos pesquisadores, cabe ao Governo um maior direcionamento do PIB, produto interno bruto, ao campo cientifico, por meio da criação de fundos orçamentais para as faculdades, principais centros de desenvolvimento de estudos no País. Dessa maneira, o Estado será digno de usar o lema “Ordem e progresso”.