Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 10/05/2020

A fuga de cérebros é o processo de emigração de profissionais especializados em suas áreas, partindo, em geral, de países pobres. Nesse viés, no Brasil, isso também ocorre e o país passa a perder trabalhadores excelentes, que deixam de realizar pesquisas em solo nacional e, por conseguinte, de contribuir para o desenvolvimento científico e econômico. Logo, é necessário analisar a problemática em virtude das causas e consequências que isso pode acarretar.

A priori, percebe-se, no Brasil, uma carência em investimentos em educação de qualidade e em pesquisas. Segundo levantamento da Revista Galileu, o governo cortou mais de 12 mil bolsas de pesquisa só em 2019. Dessa forma, percebe-se que a falta de financiamento estatal é um dos motivos que leva os cientistas brasileiros a migrarem para países em que a ciência é mais valorizada e incentivada.

A posteriori, quando há subsídio à pesquisa, muitas vezes, ele não é o suficiente para suprir as despesas. Consequentemente, há casos em que o bolsista chega a retirar de seu próprio salário uma quantia para ajudar a continuar seu trabalho. Desse modo, o Estado, que ao mesmo tempo paga políticos com salários altíssimos, desampara os estudantes e cientistas com o baixo financiamento.

Por consequência, os especialistas e pesquisadores brasileiros saem de seu país de origem em busca de lugares em que seu esforço é realmente valorizado. Desse modo, migram para países desenvolvidos, que investem intensamente em pesquisa científica, como EUA e Reino Unido.

Portanto, tomando como base os fatos citados, o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações deveria garantir mais bolsas aos cientistas, bem como pagar melhor os bolsistas, assim como faz os países supraditos. Além disso, ele também deve criar um gabinete exclusivo para financiar pesquisas que envolvam tecnologia e biomedicina. Dessarte, o Brasil se tornará um ambiente favorável a ciência, o que evitaria a chamada “fuga de cérebros”.