Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/05/2020

Em virtude do cenário atual,a falta de incentivo ao desenvolvimento científico e tecnológico no Brasil remete questões histórico-culturais. Ou seja, como o país sempre foi muito eficiente na produção agropastoril devido ao clima e solo favoráveis, o desenvolvimento de novas tecnologias principalmente durante o Brasil Colonial nunca foi prioridade como era na Europa. Tal ócio cientifico perdura até os dias de hoje, porém agora devido à problemas de políticas públicas.

A priori, com a posição geográfica favorável do Brasil, o setor primário sempre foi algo economicamente vantajoso. Assim, os principais investimentos recaem na produção agrária, deixando as outras áreas “esquecidas”. Logo, após décadas de investimentos, o Brasil é forte no mundo de tecnologia agrícola,segundo o diretor do curso de Ciências Econômicas da PUC-Campinas, Prof. Dr. Izaias de Carvalho Borges, mas fica para trás em outros aspectos.

Outrossim,a disponibilidade financeira para o desenvolvimento tecnológico em outras áreas sempre foi debilitada. Diante da crise atual, esse quadro se intensifica. Como um encadeamento de consequências disso, cientistas preferem a busca pelo sucesso internacional. Essa “fuga de cérebros” é apenas um dos obstáculos enfrentados da ciência brasileira.

Diante dos fatos supracitados, não é conclusivo que o Brasil nunca venha ter importância em âmbito tecnológico e cientifico.Mas para tal reconhecimento é necessário que Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações forneça melhores condições para pesquisadores brasileiros, ampliando e equipando seus laboratórios. Cabe também ao Ministério da Educação que incentive alunos a ingressarem no ramo científico fornecendo melhores bolsas e criando programas de reconhecimento para o aluno e professor que crie bons projetos.