Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/05/2020

“É um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para humanidade”, essa foi a frase dita pelo astronauta Neil Armstrong ao pisar na Lua em 1969. Contudo, enquanto alguns países levavam indivíduos ao espaço no século XX, o Brasil contemporâneo apresenta embargos para combater à fuga de cérebros. Isso ocorre devido a ausência de investimentos estatais na ciência e educação, bem como pensamento coletivo que não valoriza profissionais capacitados. Dessa maneira, é necessário medidas a fim de minimizar essa adversidade.

Em primeiro lugar, vale ressaltar que o Estado é negligente ao não incentivar projetos acadêmicos e pesquisas que iriam auxiliar o desenvolvimento da nação brasileira. Assim, profissionais altamente capacitados são desestimulados em permanecer no Brasil e acabam indo buscar melhores condições de trabalho em países de primeiro mundo, que apreciam a ciência, saúde e educação. Além disso, salários abaixo da média, infraestrutura precária e a não valorização da ciência são outros desafios a serem superados. Na série brasileira Sob Pressão, por exemplo, os profissionais da saúde precisam desenvolver os seus trabalhos em condições inadequadas, que claramente frustram esses indivíduos a permanecerem no sistema público. Apesar de ficcionalidade, a verossimilhança com o Brasil hodierno é inquestionável, tornando evidente um problema que precisa ser solucionado.

Ademais, cabe frisar que os indivíduos desenvolveram um pensamento coletivo que não valorizam a capacitação dos profissionais. Portanto, a própria sociedade é responsável pela diáspora de cérebros. É com essa perspectiva, que o filósofo existencialista Jean Paul Sartre discorre sobre a liberdade que, para ele, o homem é condenado a ser livre e isso implica na responsabilização dos próprios atos. Dessa forma, deve ser feito uma autocrítica com o intuito de desconstruir esse pensamento já que a capacitação profissional, ciência e tecnologia são os principais impulsionadores no desenvolvimento das nações.

Torna-se evidente, portanto, a importância dos profissionais capacitados em seu território.Sendo assim, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital ao Ministério da Educação (MEC) para que, promova propostas educacionais por meio de bolsas que incentivem pesquisas e projetos acadêmicos com o intuito de fornecer métodos para o desenvolvimento da ciência no Brasil. Por fim, o Ministério da Ciência e Tecnologia pode criar banners e palestras divulgadas em mídias sociais com o objetivo de demonstrar a importância da ciência do cotidiano. Assim, o Brasil diminuiria drasticamente a diáspora de cérebros.