Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 11/06/2020

O Brasil se tornou um país carente da figura do cientista em seu âmbito. De acordo com os dados da ABC, o Brasil tem 710 cientistas por cada milhão de habitantes,contra 7600 no grupo de 34 países da OCDE. Isso se deve a falta de investimentos no ramo científico assim como a pouca disponibilidade de oportunidades para cientistas.

Cabe ressaltar, que o Brasil possui poucos investimentos no setor da ciência. Visto que, o Conselho Nacional de Desenvolvimento científico e tecnológico cortou 20% das bolsas de iniciação científica, estas que são impulsionadoras na carreira de muitos cientistas que não têm condições de custear os estudos, por exemplo. Como também, o pouco investimento em estudos, que poderiam alavancar a posição do Brasil no patamar tecnológico, são muitas vezes custeados por instituições privadas estrangeiras, dando visibilidade aos “cérebros brasileiros”.

Além disso, o Brasil não possui uma constante no setor de financiamento de pesquisas, isto é, a maioria do ramo científico se desloca para países mais estáveis em relação a ciência. Dessa maneira, antes mesmo de ingressar em alguma pesquisa nacional, alunos procuram bolsas em outras universidades internacionais em busca da certeza que sua pesquisa não vai ser cancelada por falta de financiamento ou por oportunidades. Como foi dito por Marcelo Gleiser, um professor de Dartmouth College, que pesquisas de ponta necessitam de consistência para serem elevadas a nível internacional.

Sendo assim, é necessário que haja uma mobilização do CNPq com o Ministério da Ciência para ampliar a quantidade de bolsas destinadas a cientistas para aperfeiçoar suas habilidades e alavancar o país nesse âmbito. Assim como, a construção da importância científica deve permanecer independente de mudança governamental, estabelecendo o ramo científico como essencial para o melhor desenvolvimento do país. Portanto, a verba destinada deve ser constante para financiamento adequado e permanência de “cérebros”.