Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 20/05/2020

A fuga de cérebros é um fenômeno que ocorre no Brasil e em até outros países em desenvolvimento; nessas nações, um grande número de profissionais com alta qualificação em sua área de trabalho migram para países desenvolvidos, geralmente os Estados Unidos. Esse fenômeno é comum, porque o Brasil é uma nação que não oferece oportunidades para esses profissionais e a opinião pública do país tende a desconfiar da ciência.

Em princípio, o Brasil não investe muito em ciência e tecnologia, pois de acordo com a revista digital Época Negócios, os investimentos do governo para essa área reduzem a cada ano. Visto que, em 2010 o valor foi de 10 bilhões de reais, enquanto em 2017 foi de apenas 4,8 bilhões de reais. Isso faz com que pesquisadores muito qualificados não tenham recursos para suas pesquisas e encontrem maiores oportunidades no exterior.

Além disso, o microbiólogo brasileiro Bruno Martorelli deu um depoimento no site jornalístico Gazeta do Povo, no qual alegou que um dos principais motivos para buscar oportunidades no exterior é o fato de que grande parcela da população brasileira não enxerga o investimento em ciência como algo positivo; em contrapartida, nos Estados Unidos o cientista é valorizado e respeitado.

Dessa forma, a fuga de cérebros pode ser muito prejudicial ao Brasil no futuro. Por isso, para minimizar os efeitos dessa crise, a Secretaria-Geral da Presidência da República e o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, devem montar uma parceria maior em que ambos se auxiliem no investimento, na promoção e na valorização da ciência no país, o que faria o Brasil se tornar um centro de pesquisas científicas atrativo para cientistas brasileiros e estrangeiros. E o Ministério da Educação também deve auxiliar na valorização da ciência, com o aumento no investimento na educação básica da escola, para dar oportunidades a uma quantidade maior de estudantes frequentarem universidades e se tornarem pesquisadores.