Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 12/05/2020

É indubitável que nos últimos anos uma grande arremessa de pesquisadores e cientistas estão deixando o Brasil.  Nesse contexto, sabe-se ainda de crescentes taxas referente ao deficitário investimento no campo da ciência, pesquisa e educação. Frente a fatores históricos sociais, e insuficiências governamentais, a problemática instala-se, permitindo impasses presentes e maiores no futuro.

Sabe-se, que a quantidade de “cérebros” que deixou o país aumentou aproximadamente em 57% sendo consequência de diversos precedentes, entre eles, o preconceito histórico com cursos da área de pesquisa que acabam não sendo tão valorizados, como medicina ou direito. Segundo o físico Isaac Newton “toda ação gera uma reação”, nesse sentindo a desvalorização da ciência e subjugação como curso de baixa remuneração, leva a baixos índices de procura. Assim, o país detém-se de um pequeno número de profissionais nesse campo, tanto porque a poucos formados da área, e esse poucos formados deixam o país.

Além disso, dão subterfúgios ao quadro vigente, deficitários investimentos no campo da pesquisa. De acordo com a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, a penúria está tão grande que a mesma precisou retirar dinheiro do próprio bolso para bancar suas pesquisas, demonstrando que a situação é precária e tende a piorar. Outrossim, nota-se que além do baixo investimento na pesquisa, no ano de 2019 ocorreu em massa, cortes de gastos em diversas universidades que realizam tais trabalhos, ora não suficiente, cortes de bolsas em pesquisas científicas para diversos alunos de mestrado em ciências, sem condições financeiras de continuar os estudos, não terminarão seus mestrados. Tais ações levam a um déficit incalculável com diversos anos de atraso na ciência brasileira.

De modo exposto, percebe-se que a deficiência científica brasileira, carece ser solucionada. Sendo assim, o MEC deve incluir na grade curricular do ensino médio determinada disciplina que venha a mediar sobre pesquisa científica, para que assim o despertar dos estudantes para tal área seja possível. Além disso, o tribunal de contas da união em parceria com o MEC, deve disponibilizar investimento cientifico para universidades e centros de pesquisa para corrigir tal impasse. Só assim, o Brasil avançará em sua ciência, tal impasse será solucionado e suas consequências futuras erradicadas.