Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 26/05/2020

Capital humano é muito importante para economia de qualquer país. Profissionais capacitados,são cada vez mais importantes nesse economia global altamente competitiva. E infelizmente no Brasil  falta capacidade  de criar, reter e atrair novos talentos. Para se formar talentos é necessário uma educação de qualidade, uma cultura que valorize e respeite os cientistas, e um governo que invista em ciência e tecnologia. Infelizmente o país está defasado em todos esses requisitos.A partida de profissionais altamente qualificados, a famosa fuga de cérebros, ameaça o desenvolvimento nacional.

Graças a fuga de cérebros Brasil está ficando para trás e pode perder o bonde da revolução digital se não agir depressa. Sem mão de obra qualificada para atender as novas exigências do mercado, voltou a cair no ranking da chamada competitividade global de talentos criado pela Insead, uma das principais escolas de administração do mundo. A despeito da sua dificuldade de atrair e reter cérebros, a China, a segunda maior economia do mundo e uma das que mais crescem, vai se posicionando no grupo que a Insead chama de campeões (onde estão os países ricos), e Brasil foi colocado no universo das nações que estão ficando para trás.

" ‘Você só estuda, não trabalha". Essa frase é muto conhecida dos mestrandos e doutorandos. Como em nosso cultura cientistas não são devidamente respeitados, as empresas e governo também são influenciados.Muitas empresas brasileiras consideram cientistas como “luxo muito caro. Por essa razão 25% dos brasileiros com doutorado, e 35% dos que têm mestrado, estão desempregados segundo o   pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, levantado em 2014. Além disso  Estado  cortou grande parte de investimento na Educação por 20 anos (PEC 241/2017); desvio de R$ 2,0 bilhões de reais destinada a Educação para o Fundo Eleitoral de interesses de políticos; contigenciamento corte de 30% na Educação em 2019; BNCC/2019, exclusão de disciplinas importantes( como biologia, química, física, geografia e história) que antes eram obrigatórias no ensino médio para diminuir gastos. Bloqueios de bolsas do CNPq; bolsas (Capes) e Pronatec.

A perda de cientistas, que representaram significativo investimento em sua formação, e personificam possibilidades de desenvolvimento social, econômico e tecnológico  hoje é um grande  problema países brasileiro. A melhor alternativa é estimular a carreira cientifica. Entre os principais entraves para atrair potenciais cientistas ao meio acadêmico estão os baixos valores das bolsas e o futuro incerto da carreira. “Os pesquisadores são considerados estudantes por um longo tempo, já em sua idade adulta; é preciso quebrar esse paradigma e tratá-los como profissionais.