Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 20/05/2020

“Enquanto houver lugares onde seja possível a asfixia social ; enquanto sobre a terra houver ignorância e miséria , livros como este não serão inúteis, afirmou Victor Hugo no prólogo de “Os miseráveis”.Embora escrita no século passado, a constatação do escritor francês,lamentavelmente, ainda é válida para o atual século , principalmente quando se percebe os desafios no combate à  fuga de cérebros no Brasil. Analogamente , a humanidade ainda se vê " miserável”,seja pela ausência de incentivo científico , seja pela desvalorização .

A princípio , é lícito postular que a ausência de incentivo científico está intrinsecamente ligada aos desafios, no combate a fuga de cérebros no Brasil. A par disso, a constituição cidadã estabelece no artigo 218 que é dever do Estado promover e incentivar o desenvolvimento científico. Todavia, observa-se que o Poder Executivo não efetiva adequadamente esse direito , visto que, houve um corte de 80% no departamento de ciência o que resultou na perda de 17 mil bolsas científicas ,segundo o G1. Nesse prisma, o filósofo Aristóteles , afirmou em seu livro “Ética a Nicômaco”, o conceito de “eudaimonia”, ou seja , a felicidade dos cidadãos , a qual se encontra escassa na atual conjuntura . Juntamente a esse fato, sabe-se que a ciência foi e é de extrema importância para o convívio em sociedade , sua contribuição para com a vida humana iniciou-se na Grécia antiga e estende-se aos dias atuais.Contudo esse grande imbróglio,relatado anteriormente , ressalta a ausência de “eudaimonia”.

Ademais,é seguro ratificar que a desvalorização da ciência,é fruto dos obstáculos encontrados no âmbito. Nesse viés, pesquisadores encontram diversos desafios em suas jornadas de projetos,a exemplo da cientista Suzana Houzel,que investiu em instrumentos no campo de pesquisa com a própria economia .Nesse ínterim, o escritor Benjamin Moser estava correto ao afirmar que os brasileiros adotam contra si próprios uma atitude colonizadora, destrutiva e neglicenciadora , o que sugere alterações no “status quo”.

Logo, diante dos fatos supracitados, urge a mudança.Faz-se necessária a participação de Ongs , as quais irão trabalhar contra a ausência de incentivos científicos e sua desvalorização,por meio de campanhas publicitárias, juntamente com o apoio midiático , com o intuito de evidenciar a importância da ciência .Além disso é imprescindível a participação do Estado na figura do Poder Executivo ,executar adequadamente o direito previsto, e então investir e valorizar a presença de pesquisadores em campos científicos , com a promoção de ambientes coerentes e com suporte necessário para desenvolvimentos de pesquisa,a fim de efetivar a valorização da ciência no Brasil. Doravante,a realidade descrita por Victor Hugo será mitigada em relação aos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil.