Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 18/05/2020
No Brasil, em que os eventos esportivos são alvos de grandes investimentos, os campos científico e tecnológico não recebem as mesmas atenções. Em outras palavras, nesse país tão conhecido como o país do futebol, a prioridade para o desenvolvimento da sociedade parece não ser o desenvolvimento da ciência e pesquisas fundamentais. Dessa forma, o interesse pelos trabalhos científicos diminui a cada dia entre os estudantes de nível superior.
Inclusive, com a situação fiscal delicada do país, é impreterível que o fornecimento de recursos torne-se cada vez mais restrito à setores que lidam com necessidades básicas da sociedade. Contudo, a destinação limitada de recursos para estudos e pesquisas cientificas não é um cenário nacional recente. O fato é que a falta de planejamento faz com que o crescimento nessa área diminua, perdendo mão de obra qualificada, desperdiçando matéria prima e afetando, também, a saúde e educação. Isso reflete a ineficácia não só do sistema educacional do país que é medíocre , como também da saúde pública que, sem avanço, não consegue atender a demanda de forma eficiente, fornecendo um serviço limitado e com poucos recursos.
Desse modo, sem planejamento, investimento e pouco incentivo, os trabalhos científicos perdem cada vez mais pessoas interessadas que acabam deixando o país em busca de melhores oportunidades, desfalcando o quadro de cientistas no território brasileiro. Além do mais, outros fatores podem acabar influenciando o baixo desenvolvimento da ciência no Brasil. De acordo o Alexandre Suaide, professor de Física Nuclear da Universidade de São Paulo, as bolsas de pesquisa concedidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o CNPq, consideram o parâmetro de produtividade. Dessa forma, os trabalhos mais relevantes são menos valorizados do que outros produzidos em maior quantidade, o que desmotiva trabalhadores e pesquisadores que demandem maior dedicação.
Com isso, conclui-se que o investimento, limitado, porém, bem utilizado e sem descaso, pode resgatar o interesse nos estudos e pesquisas científicas e certamente atrairá apoio da iniciativa privada. Dar mais atenção à setores primários da educação com programas de incentivos a descobertas científicas, isso , integrar-se-á educação básica a desenvolvimento científico.