Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 14/05/2020
Na obra " A República", Plantão descreve uma alegoria sobre homens presos em uma caverna, os quais não conseguiam enxergar a realidade com clareza, haja vista que não possuíam condições viáveis para isso. Nessa lógica, muitos brasileiros vivem como se estivessem em uma caverna de Platão, por não possuírem condições ideias para seu pleno desenvolvimento. Assim, insere-se a questão dos desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil. Esse cenário, no que lhe concerne, evidencia a construção histórica do país com um fator que fomenta um ambiente favorável para essa situação, além de demonstrar que a falta de investimentos na área educacional contribui para que ocorra essa evasão de cerébros.
A priori, o Brasil sofreu um processo de colonização permeado pela exploração dos seus recursos, em conformidade com a política do mercantilismo. Dessa maneira, mazelas sociais foram desenvolvidas e, com o passar do tempo, aprofundadas. Ao passo que, na contemporaneidade, problemas estruturais são evidentes na conjuntura sociopolítica brasileira, como o sistema educacional público deficiente e a desvalorização da área de pesquisa e extensão. Dessarte, a própria construção do país corrobora para que o ambiente, na hodiernidade, seja propício para fugas de cérebros.
Outrossim, a Constituição Cidadã estabelece que todos possuem o direito à educação de qualidade, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo. No entanto, a realidade não contribui para que essa narrativa venha ter validade factual, uma vez que os baixos investimentos, que se expressem em cortes de bolsas de pesquisas, são a tônica do cenário brasileiro, no aspecto relacionada à pesquisa, segundo dados do IBGE( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). Consoante à isso, a falta de investimentos na educação corrobora para que ocorra à fuga de cérebros no Brasil pós-moderno, os quais encontram em outros países condições mais viáveis para a pesquisa, por exemplo.
Logo, é imprescindível que o Ministério da Cidadania realize palestras destinadas ao Poder executivo, sobre os desafios no combate à fuga de cérebros. É fundamental, por sua vez, convidar cientistas sociais com intuito de esclarecer que essa questão está relacionada com problemas históricos e falta de investimento na área de educação. Assim, essa esfera do poder, munida desse conhecimento, venha destinar mais verbas para que as universidades desenvolvam pesquisas, além de aumentar o número de bolsas, com intuito de contemplar um número maior de pesquisadores. Para tanto, é necessário destinar uma parte do PIB( Produto Interno Bruto) para que essas medidas sejam viabilizadas. Dessa forma, atenuar-se-á esse emblema no tecido social brasileiro.