Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 15/05/2020

Na novela novela " Totalmente Demais", é retratada a personagem Elisa, que foge da casa de seu padrasto por não aguentar mais os assédios dele. De maneira similar, tal abuso se predomina no Brasil, no qual estudiosos dão seu próprio dinheiro para financiar pesquisas, o que os leva às vezes a abandonar o país, fazendo com que aumente os desafios no combate à fuga de cérebros. Para isso, tanto a desvalorização social como um governo omisso corroboram esse cenário estarrecedor.

Primeiramente, a desafeição civil com o conhecimento científico está se tornando um entrave. De acordo com o site O Globo, cerca de 1/3 da população desconfia da ciência. Basta ver que não se incentiva nas escolas a busca e valorização da inovação, ao contrário disso o aluno é ensinado a só decorar fórmula e fazer provas e um país que se divide com ideologias de quem é de direita ou esquerda. Assim, não é de se surpreender movimentos antivacina e terraplanismo, que desvalorizam o cientificismo e fomentam a descrença na ascensão brasileira, algo já alertado por Pitágoras, que dizia eduque as crianças para nas castigar os adultos. Logo, é natural que cidadãos prefiram buscar oportunidades em países que valorizam o seu trabalho favorecendo a fuga em massa de cérebros.

Ademais, a negligência governamental impulsiona o problema. Segundo Mikhail Bakunin, político russo, o Estado é a negação da humanidade. Isso porque, é comum encontrar universidades públicas sem estrutura e equipamentos adequados para que pesquisadores possam trabalhar e não se tem uma indústria nacional de incentivo à ciência, o que fomenta a compra de reagentes com preços abusivos de outros países. Nessa corrente, ainda tem a burocratização alfandegária, que apreende produtos que não podem ficar muito tempo em temperatura ambiente e acabam estragando, com isso, atrapalhando o apogeu do trabalho do pesquisador, como relata o site Galileu, o qual afirma que a Anvisa demora até 24 meses para liberar produtos perecíveis. Nisso, uma autoridade que retarda o progresso de sua população letrada é um exemplo dos ditos de Bakunin e um alicerce para emigração desses indivíduos.

Destarte, é mister que o Ministério da Economia e o Ministério da Ciência e tecnologia elaborem projetos para atenuar à fuga de cérebros, com melhorias da estrutura das universidades, ampliação de laboratórios, criação de uma indústria nacional de incentivo ao conhecimento científico, criação de um decreto que determine prazos menores na liberação de produtos internacionais e mandar fiscalizadores para que tais medidas se concretizem. Tal iniciativa devem ainda buscar ajuda de escolas e da seara midiática a fim de ressaltar a importância da valorização do conhecimento científico, fornecer sites paras as pessoas participarem de descobertas e inovações das tecnologias com cartilhas, slogans e propagandas. Dessa forma, amenizar-se-á a emigração e trazer ascensão ao povo brasileiro.