Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
A partir do decreto de Luis XIV, que consistia no exílio dos huguenotes, protestantes religiosos da época, a França relatou um fato que seria, posteriormente, conhecido como “fuga de cérebros”, uma vez que, por tal povo inicialmente ocupar importantes estratificações sociais francesas, este reino apresentou considerável perda. A partir disso, o gênero migratório, exemplificado por pessoas dotadas de alto conhecimento em seu campo profissional, registrou aumento com o tempo, assim, dentre as principais motivações para dispersões, destacam-se a falta de incentivo científico no país de origem, ou a busca por melhores condições oferecidas por nações de maior desenvolvimento.
Nesse sentido, nações não desenvolvidas ou em processo de desenvolvimento, espelham seu atraso econômico e social nas áreas as quais empregam maior prioridade. Deste modo, o Brasil por apresentar independência tardia e recente, enfrenta dificuldades de estratificar-se como país desenvolvido, desta forma, prioriza a indústria e economia, o que acarreta menores investimentos no campo da educação, assim como de pesquisas científicas. Nessa perspectiva, o presidente Jair Bolsonaro assinou um decreto em que, segundo o ministro da educação Abraham Weintraub, a educação perdeu R$ 3,22 bilhões de reais que seriam investidos na área. Como resultado de tal falta de investimentos, registrou-se um aumento de cerca de 184% de migrações relativas a fuga de cérebros de 2011 para 2018, o que consolida o problema brasileiro.
Em contraste com tal carência de investimentos, países desenvolvidos priorizam o campo educacional, destinando altas taxas financeiras a pesquisas e elevação da qualificação profissional, tornando-se um atrativo de migração aos profissionais que encontram falta de investimentos em seus países de origem. Com base no assunto, o diplomata norte-americano, Benjamin Franklin, julga que o investimento em conhecimento rende sempre os melhores juros, isto é, países que compreendem maiores tecnologias aplicadas em pesquisa, apresentam as maiores indústrias e, por consequência, destacam-se como potências econômicas, afinal, a partir de pesquisas que se tem avanços em diversos campos, sejam econômicos ou profissionais.
Portanto, por ser um problema em crescimento, torna-se necessária a execução de ações em prol da redução das atuais taxas de fugas de cérebros. Sobretudo é preciso apoio financeiro do Governo, assim como do Ministério da Educação no investimento em pesquisas tecnológicas e científicas, por meio do aumento do número de bolsas de pesquisa referentes a mestrado e doutorado, fazendo com que a nação se torne atrativa aos pesquisadores. Desta maneira, além de favorecer a educação, tais medidas serão benéficas ao crescimento do país.