Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 25/05/2020

A Ciência é fundamental para a humanidade. Doenças erradicadas, como poliomielite e rubéola, são apenas exemplos que ressaltam a importância da pesquisa científica na vida das pessoas, pois sem elas, as vacinas não poderiam ser criadas. Entretanto, o Brasil é um dos países que sofrem com um grande problema: a fuga de cérebros. Infere-se, portanto, que a qualidade de vida e o crescimento da nação serão seriamente afetados no futuro, caso a saída de jovens talentos não seja combatida.

Segundo o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico, o Brasil tem hoje 7,6 doutores para cada 100 mil habitantes. Tais dados ilustram a precariedade no número de cientistas dentro do país, mostrando a dificuldade em mantê-los e em garantir que produzam para seu próprio território. Pessoas capacitadas dificilmente conseguem se inserir no mercado de trabalho por conta da falta de incentivos à pesquisa e inovação.

Paralelamente, programas de atração de talentos internacionais no exterior interferem ainda mais nessa evasão de profissionais. Países como Suíça e Canadá, classificados como desenvolvidos, agora investem em políticas que chamam a atenção de recém-formados. Esses, preocupados com o emprego devido a cortes no número de bolsas de pesquisa e baixo valor nas de mestrado e doutorado, migram para outros lugares em busca de melhores condições, tais como melhores salários e direito à aposentadoria.

Assim, com o fito de resolver o revés, medidas são necessárias. Desde o Período Colonial, o Brasil se mantém com uma economia voltada, prioritariamente, para a exportação de matéria-prima. Porém, com ações do Ministério da Ciência e Tecnologia, pode-se agregar valor tecnológico ao que for comercializado. Dessa forma, haverá maiores oportunidades de trabalho para os qualificados, pois abrem-se portas para que possam inovar e ajudar no desenvolvimento do país, principalmente em sua economia. Com isso, o governo terá mais condições para formalizar a pesquisa científica, para que cientistas possam ter acesso aos direitos trabalhistas garantidos pela Constituição. Logo, a fuga de cérebros poderá ser controlada, e  pode-se esperar um próspero futuro nacional.