Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 17/05/2020
O pensador brasileiro, Paulo Freire, afirmava que o mundo não é, o mundo está sendo, o que quer dizer que a evolução é constante. Atualmente, é nítido o fato de que o Brasil não está acompanhando o desenvolvimento intelectual das potências mundiais. Desse modo, devido a desvalorização da educação e da inovação científica no país, outras nações - com mais oportunidades e estrutura para o trabalho dos estudantes e pesquisadores - estão sendo “imãs” de grandes intelectuais, principalmente recém formados, e, então, agravando o quadro nacional.
A priori, os cortes orçamentários realizados pelo Governo Federal, bloqueando investimentos para as instituições públicas, indiscutivelmente impedem inovações nas áreas de pesquisa. Com isso, os jovens cientistas não tem outra opção senão buscar oportunidades no exterior, posto que o Estado não trata a melhoria do atual panorama como uma prioridade. Ademais, explicitando a existência das vantagens que os estudantes e pesquisadores tem de ir para fora do país, a Universidade da Columbia de Nova Iorque, por exemplo, oferece bolsas de estudo e de pesquisa na área das ciências humanas para estrangeiros promissores.
Por conseguinte, de acordo com a Revista Exame, a fuga de cérebros fez o Brasil cair, nesse ano, para a octogésima posição no ranking da competitividade global de talentos, elaborada pela INSEAD, Institut Européen d’Administration des Affaires. Portanto, torna-se claro, por dedução analítica, que a saída de potenciais pesquisadores do país atrasa, consideravelmente, o seu desenvolvimento. Assim, a conjuntura nacional será agravada gradativamente, já que os brasileiros estão contribuindo para o avanço dos outros países, ao invés de lutar pelo próprio, aumentando cada vez mais o desparelhamento dos índices.
Sendo assim, para minimizar os impactos causados pela problemática supracitada, é necessária a intervenção dos órgãos competentes. Então, é mister que o Governo federal direcione verbas públicas , adquiridas a partir dos impostos arrecadados, para as Universidades nacionais e instituições de pesquisa, visando a modernização dos setores e consequentemente disponibilizando melhores condições de trabalho. Com isso, as taxas de saída do país dos intelectuais brasileiros diminuirão, pois eles terão uma estrutura mais próxima do que a que eles teriam no exterior, mas em seu próprio país. Dessa forma,o conflito vivenciado será amenizado, e o desenvolvimento do pais, potencializado.