Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 18/05/2020
Na história do jogo “Life is Strange”, mostra-se que a protagonista, Max, deixara sua cidade natal em virtude de ofertas mais atraentes de estudo em Arcadia Bay. Embora em uma óptica reigional, a posição de Max, fora da ficção, reflete os estudantes e pesquisadores do Brasil, cujo ímpeto, atualmente, é pela emigra;‘ao, visando a melhores opoortunidades. Desse modo, enquanto os “cérebros” do país, apontam-se o antipatriotismo e o menosprezo estatal como razões à fuga de tais pessoas.
Primeiramente, é notório a indiferença de tais cidadãos, muitas vezes, no que concerne a deixar o país. Isso acontece em face de um ínfimo sentimento patriota aos brasileiros, o qual foi segregado do arcabouço social ultimamente. Tal fato possui raízes governamentais, o que fica evidente perante o atual mandato presidencial, cujas ações internacionais foram ora criticadas, ora satirizadas, pelo claro rebaixamento da nação perante os EUA. Logo, diante de um governo, por sua vez, controverso, os “cérebros” não ponderam por demais a emigração.
Outrossim, não só no referente ao patriotismo, mas o Estado demonstra desprezo sob o esqueleto educacional. No prisma da problemática, tal noção se atrela ao baixo incentivo a práticas empíricas do conhecimento, ofuscando carreiras que lidam com tais diariamente. Essa conjuntura é posta em voga, na medida em que as diretrizes da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) não obrigam, institucionalmente, tais práticas de maneira atávica. Nesse sentido, àqueles que, ainda assim, optaram por tais carreiras, pousa a aversão governamental e social, de forma a aumentar os índices de fuga.
Portanto, visto a intempestividade dessa problemática, infere-se a imperiosidade em dissolvê-la para tolher, com qualidade, os “cérebros” em território nacional. Para tanto, compete ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação (MCTIC), por meio de verbas governamentais, o dever de elaborar campanhas, com apoio midiático, que destaquem o patriotismo e, com apoio do Ministério da Educação, que dialoguem com os jovens a olharem a pesquisa científica por outra perspectiva. Ademais, tal Ministério pode, também, alterar a BNCC, incluindo práticas próximas a pesquisa, a fim de enaltecer o país e o papel dos estudantes e pesquisadores. Dessarte, observar-se-iam menos indivíduos próximos à história de Max em “Life is Strange”.