Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 05/06/2020

O período histórico Paleolítico é marcado pela presença de nômades, grupo cuja característica era demarcada pela falta de conhecimento de técnicas de fixação que os forçava a viajar constantemente,  e  assim deixar para trás áreas com grande potencial de desenvolvimento. Esse cenário pode ser facilmente associado a sociedade brasileira contemporânea, em que o desenvolvimento do país é prejudicado pela dificuldade de conter a emigração de cérebros. Fenômeno que ocorre em virtude da falta de motivação à ciência que por sua vez é resultado das seguintes barreiras: falta de apoio popular e de investimento governamental.

Em primeiro lugar, é imprescindível notar como o apoio popular pode influenciar esse tipo de situação. De acordo com a filosofa alemã Hanna Arendt, o poder emerge onde quer que as pessoas se unam e ajam em um conjunto, sob essa perspectiva é válido considerar que a opinião pública pontua o assunto numa “escala de importância”. Dessa maneira, se a população não compreende a necessidade da ciência como um fator de progresso nacional, este setor se torna desvalorizado e assim, incentiva a saída de pesquisadores e profissionais qualificados.

Ademais, a falta de estímulo governamental sobrecarrega ainda mais a condição. Isto, porque países que não contém incentivos governamentais em relação a ciência/educação tendem a perder mão de obra em qualificação ou já profissional, enquanto aqueles que valorizam esse departamento costumam ter sucesso em manter seus talentos. Prova disso é a série Gilmore Girls, que contextualiza a realidade de uma estudante americana que projeta toda sua vida em função de entrar em umas das universidades de seu país, reconhecida não só pela sua nação como pelo restante do mundo.

Por conseguinte, torna-se indispensável ações que promovam o desmoronar dessas barreiras. Nesse sentido, cabe ao Ministério da Educação efetuar campanhas de conscientização pública nos principais veículos de informação, as quais deverão conter vídeos explicativos e dados que comprovem a necessidade de apoiar a ciência para se obter progresso. Analogamente, cabe as administrações federais trabalharem em conjunto com suas universidades, afim de criar programas e bolsas de pesquisa que devem ser mantidas pelo Estado e/ou iniciativas privadas em troca de isenção tributária. Assim, o país poderá por fim conter o avanço nos números de emigração de cérebros e ter seu desenvolvimento trabalhado.