Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 19/05/2020

Consoante o sociólogo polonês Zygmunt Bauman, há uma falta de solidez nas relações sociais, econômicas e políticas, característica da “modernidade líquida” vivida no século XXI. Hodiernamente, no Brasil, há uma liquidez no que se refere à fuga de cérebros em questão, sendo a falta de oportunidade e a de aptidão política, uns dos principais fatores para este norteamento. Assim, convém sondar essas problemáticas e propor soluções para dirimi-las.

Em primeira análise, é elementar que a falta de oportunidades é um norte para se existir a imigração de pessoas. No documentário brasileiro “Mais Oportunidades” relata os caminhos para conseguir a melhoria de vida e profissional. Desse modo, o cenário atual se relaciona com o documentário por ter cidadãos em busca de seus direitos e valorização no que se trabalha, pois para ser um bom profissional é necessário oportunidades e reconhecimento, e muitas das vezes, a desvalorização no meio em que se habita, segue um fluxo maior.

Outrossim, é evidente que a falta de aptidão política social favorece para o desenvolvimento científico ser escasso. De acordo com a estimativa feita pelo Nexo Jornal, há cada ano sobe gradativamente o número de profissionais que saem do território nacional para países desenvolvidos com tecnologia científica eficiente. Sob esse viés, essa fuga recorrente de profissionais surge pela falta de demanda de melhorias, verbas e o apoio das associações políticas para as instituições e departamentos de estudos científicos, pois essa falta de responsabilidade aumentará essas crises.

Portanto, diante aos fatos supracitados, é mister afirmar a importância e valorização da tecnologia, da ciência e dos profissionais capacitados. Cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, implantar métodos educacionais, por meio de palestras, projetos corporativos de apoio e de cunho informativo, que visem incentivar e mostrar a importância do desenvolvimento científico no meio nacional. Só assim, não haverá uma liquidez no Brasil, mencionado por Zygmunt Bauman.