Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Segundo a série “Brasil Ciência” exibida no canal Discovery Brasil, a documentação relata o desenvolvimento do Brasil. Nesta série de documentários, pode-se ver que esse desenvolvimento é crucial para o país. No entanto, apesar do valor constitucionalmente garantido da ciência na sala de aula, muitos estudantes não se consideram cientistas. Devido à falta de apoio popular do Brasil, muitos jovens procuram sair do país em busca de uma melhor qualidade de vida para o trabalho remunerado nos países desenvolvidos, o que levou à desvalorização econômica e à “dependência” de insumos tecnológicos dos países do Primeiro Mundo.
A priori, grande parcela da população não acredita que o financiamento em ciência seja algo positivo, isso, contribui com a desvalorização desses profissionais. “Segundo o jornal G1, em 2020, pesquisadores da USP desenvolveram respiradores sem investimento estatal para auxiliar no combate ao COVID-19". Deste modo, é visto que as escolas falham no incentivo da formação de cientistas no Brasil e o Estado não investe em pesquisas científicas, logo, a tecnologia é desvalorizada e muitas descobertas não são remuneradas, nesse sentido, a economia no Brasil é desvalorizada e a revolução científica é tardia e muitos pesquisadores preferem mudar para outros locais que invistam na ciência como os Estados Unidos.
A posteriori, o Brasil depende da tecnologia de países desenvolvidos, assim, o país exporta matérias-primas para outros países para fornecer insumos de tecnologia de ponta e, finalmente, importa commodities de maior valor. Analogamente, devido ao crescente número de pesquisadores que deixam o país e começam a fabricar tecnologia de alta qualidade, o Brasil conta com insumos técnicos para a produção de medicamentos, de modo que a indústria farmacêutica também depende da produção e pesquisa de medicamentos. Como resultado, o país geralmente possui uma balança comercial desfavorável, resultando frequentemente em seu deficit comercial que pode prejudicar a economia brasileira.
Em síntese, de acordo com o presidente Nelson Mandela, “A educação é a arma mais poderosa que você pode mudar o mundo”. Nesse sentido, o Ministério da Educação e o Ministério da Economia, devem criar um vínculo empregatício para os trabalhadores e investir na ciência no Brasil, por meio de um projeto de lei que deve ser entregue a Câmera dos Deputados. Nele deve constar que, os pesquisadores serão remunerados, após anos de pesquisa, poderão ter os direitos dos profissionais, além de contar com a mais avançada tecnologia para auxiliar no desenvolvimento de novas pesquisas, promovendo o desenvolvimento do país. Dessa forma, espera-se impedir a fuga de cérebros no Brasil.