Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 20/05/2020
Entre os séculos XVII e XIX era comum que grandes intelectos brasileiros optassem pelo estudo em universidades europeias e, após graduarem-se, retornavam ao Brasil. Em contra-partida, o país passa por uma dispersão de pesquisadores e estudiosos para nações pioneiras em desenvolvimento tecnológico, a chamada fuga de cérebros. Tal fato se deve, sobretudo, ao descaso e ao desprezo do governo pela ciência, o que acarreta em problemas de desenvolvimento econômicos e sociais.
O principal motivo que leva a essa fuga de cérebros é o irrisório incentivo por parte do avaro governo federal, o que se provou quando foram cortados 87% das verbas de fomento a pesquisa do CNPq em 2020. Por consequência disso, é inegável a falta de reconhecimento e de prioridade que tem a ciência brasileira e, por não possuírem condições próprias para manterem suas pesquisas, os cientistas acabam por buscar oportunidades em países que reconhecem e priorizam a ciência. A exemplo disso, temos os Estados Unidos que, por ser um modelo na atração de grandes estudiosos, tornou-se referência mundial em desenvolvimento tecnológico.
Como resultado dessa falta de investimentos em pesquisas, o país continua sendo considerado subdesenvolvido e sem prestígio internacional. A falta de inovação tecnológica causada por essa diáspora cientifica causa danos à economia nacional, uma vez que nação que não investe amplamente em educação e em pesquisa não avança no âmbito econômico, político ou social. À vista disso, ocorre a manutenção da crise econômica e da desigualdade social entre os povos.
É notório que investimentos em tecnologia e educação promovem avanços econômicos e conquistas sociais. Desse modo, é imprescindível que o Governo Federal não apenas retome imediatamente, como também amplie as verbas destinadas à pesquisa científica. Dessarte, com a devida priorização da ciência e reconhecimento das brilhantes mentes nacionais, será possível reter esse potencial de inovação em território brasileiro.