Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 21/05/2020

A Constituição Federal de 1998 garante a todos os indivíduos bem-estar físico, mental e social. Contudo, essa não é uma realidade brasileira, visto que a taxa de emigração de pesquisadores do país é alarmante. Sob esse aspecto, dois fatores não podem ser negligenciados: a falta de investimentos e de visibilidade do setor de pesquisa e desenvolvimento. Dessa forma, medidas cujo objetivo sejam proporcionar melhores condições para a produção científica no Brasil devem ser tomadas.

Em uma primeira análise, vale ressaltar que a Revolução Técnico-Científica foi um dos marcos de grande progresso político-econômico de alguns países, o que aponta a importância em investir no desenvolvimento científico. Entretanto, em 2017, houve corte de 44% das verbas destinadas a esse setor, retratando a desvalorização econômica e moral que pesquisas científicas possuem no Brasil. Como efeito disso, pesquisadores promissores vão para países que investem nessa área, deixando o país “órfão” de cérebros que poderiam propor melhorias tecnológicas e revolucionar o futuro brasileiro. Além do mais, a falta de investimentos desmotiva o surgimento de novos pesquisadores, já que não há recursos para que pesquisas sejam realizadas.

Concomitantemente, soma-se ao supracitado que o Brasil, que é considerado um país emergente, depende significativamente de inovações e pesquisas tecnológicas. Contudo, a baixa visibilidade dos trabalhos realizados no país impacta diretamente na importância que se dá à produção científica. Nessa lógica, apesar de haver projetos em desenvolvimentos no país, não há um meio efetivo que os expõe, causando baixa credibilidade. Ademais, de acordo com Carl Sagan “sempre há algo fascinante a ser descoberto”, todavia, nota-se que alunos desde o ensino básico até a graduação não são instigados a fazerem perguntas e irem atrás de meios para obterem respostas, o que corrobora com a falta de interesse na área de pesquisa e desenvolvimento.

Perante o exposto, são necessárias medidas intervencionistas governamentais. Urge que o  Governo Federal considere a cinência como área de prioridade, ao lado da saúde e educação, aumentando as verbas destinadas a esse setor, para que se tenha uma melhora na qualidade das instituições de pesquisa. Outrossim, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Comunicações, em uma parceria com indústrias midiáticas, realize, em TV aberta, documentários e entrevistas com pesquisadores do país de forma que dê mais enfoque às realizações brasileiras, fomentando na motivação do trabalho já existente, como também no surgimento de novos cérebros no Brasil,