Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 16/03/2021

Na série “Big Bang Theory”, é retratado o cotidiano de Sheldon um físico teórico, que possui incentivo governamental para suas pesquisas. Fora da alusão, a realidade de muitos pesquisadores brasileiros é o oposto. Diante dessa perspectiva, tem-se como principais fatores para a fuga de cérebros no Brasil a falta de empregabilidade e os problemas estruturais.

Primeiramente, convém frisar que a falta de uma atuação conjunta entre instituição de ensino superior e mercado de trabalho intensifica o problema. Além disso, dados do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação afirma que 25% dos brasileiros com doutorado e 35% dos que tem mestrado estão desempregados. Nesse cenário, profissionais, como engenheiros, são obrigados a exercerem funções fora de sua área de atuação, como serviços de táxi e, consequentemente, muitos desses indivíduos migram para outros países em busca de emprego com relação a sua formação.

Seguidamente, percebe-se que outro empecilho na resolução desse obstáculo é em questão dos problemas estruturais. Sendo assim, a Constituição federal de 1988 garante o desenvolvimento científico como prioridade, nota-se que esse dever não é plenamente efetuado, tendo em vista que sucessivos cortes de verbas que essa área vem recebendo. Desse modo, com seu âmbito de pesquisa sucateado, é natural o egresso de cientistas para o exterior, uma vez que encontrarão uma maior valorização, verifica-se que no Brasil a possibilidade de prosseguir com seus trabalhos é inviabilizado.

Portanto, é evidente a importância de programas para que pesquisadores continuem no Brasil. Cabe ao Governo Federal, por intermédio do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações, criar o “Programa Nacional de Apoio à Ciência e Tecnologia no Brasil”. Com o objetivo de conter a diáspora de grandes mentes, esse programa, com o auxílio de economistas e administradores, deve organizar estrategicamente o orçamento público de modo a ampliar massivamente os investimentos em setores de inovação. Com os investimentos adequados e com a valorização desses profissionais, acabaríamos com esta problemática.