Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Dados da Capes demonstraram que em 2015, 49 735 profissionais deixaram o Brasil em busca de novas oportunidades em universidades estrangeiras. Com isso, surge a questão dos desafios que há na tentativa de combate à fuga de cérebros no país, que persiste intrínseca a realidade brasileira, em decorrência dos cortes nos fundos de pesquisas e do descaso governamental.
Primeiramente, os cortes nos fundos de pesquisas são tanto o principal motivo da saída dos profissionais do pais, tanto é o maior desafio ao combate à essa partida. Pois, ao cortarem tais aplicações estão declarando que eles são gastos, que não trarão benefícios ao capital e desse modo não é de interesse do governo. Ademais, na opinião do escritor e professor universitário, Rodrigo Lins, estas bolsas não podem ser consideradas uma despesa não rentáveis, e sim serem vistas como um investimento.
Ademais, de acordo com o filósofo Friedrich Hegel, o Estado deve proteger o seu povo. Entretanto, ao cortarem investimentos e bolsas de estudo à cientistas, que voltam suas pesquisas à avanços nos setores da saúde e tecnologia, estão condenando sua população a perca de um grande potencial de inovações e desenvolvimento. Dessa forma, nota-se um total descaso governamental com a sua nação.
Portanto, a fim de minimizar essa fuga desenfreada de cérebros, é urgente que União repense os cortes feitos aos setores de pesquisa e os faça investimentos. Além, de desenvolver um projeto de apadrinhamento aos estudiosos, por meio de bolsas públicas e privadas, que devem viabilizar a atuação desses no ramo de pesquisa e desenvolvimento. Dessa forma, o Estado poderá, finalmente, proteger o seu povo, assim como propôs Hegel.