Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 03/06/2020

Durante o Período Colonial não havia cursos profissionalizantes ou universidades no território brasileiro, uma vez que, para obter formação acadêmica e, posteriormente, exercê-la no mercado trabalhista, seria necessária a ida para outro país. Diante disso, apenas os cidadãos de classe alta, como exemplo, o brasileiro Gregório de Matos, escritor barroco e advogado, poderiam desfrutar de tal novidade. Dado que, formara-se e trabalhara em Portugal devido, em sua terra natal, não existir assistência empregatícia para recém-formados, além da falta de investimentos educacionais. Hodiernamente, três séculos depois, esses mesmos motivos contribuem para à fuga de cérebros.

A priori, o número de formandos excedia às vagas de empregos com certificação, em 2019, de acordo com o site “Correio Brasiliense”. Em virtude disso, há o aumento de propostas subutilizadas - não condizente à formação - para o ingresso no trabalho. Posto que é notório a gama estudantil ofertada, em contraste, com a escassez das empresas em agregar os futuros profissionais. Logo, para muitos, o escape está em terras estrangeiras com intenção de conseguir a validação, a fim de ascender em determinada área, além de apreciar a recompensa do tempo gasto em prol de possuir o diploma.

À luz disso, para amenizar a fuga de capital, é necessário ofertas após a formação com o intuito de gerar contribuição para a economia do país. No filme “Desnorteados”, é retratado Bráulio, biólogo com duas graduações, que trabalha com limpeza na cozinha de um restaurante após sofrer cortes em suas pesquisas. De maneira análoga, fora da ficção, no Brasil, ocorre a precarização de profissionais graduados à custa de cortes ou desfavorecimento com a educação, visto que é mais provável profissionais se tornarem melhores com cursos para capacitação. Sendo assim, para auxiliar no aumento da circulação financeira e amenizar a emigração, é cabível investir em formas continuadas para prosseguir na área mercadológica nativa.

Em suma, são necessárias providências ao unir o mercado trabalhista em favor da educação. Para isso, o Ministério da Educação, em parceria com o Ministério da Economia, deve reunir informações, por meio de entrevistas aos estudantes, com o objetivo de obter as perspectivas ao ingressar na área pretendida no Brasil. Ademais, com os dados em mãos, unir-se à empresas e desenvolver ofertas no balanceamento entre a quantidade de cursos e números de vagas, a fim de englobar os recém-formados e oferecer, aos experientes, suporte para permanecer no país.