Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 27/05/2020
Com o avanço da industrialização no século XX, ocorreu a ascensão da ciência no mundo, com a invenção de remédios, aviões e a internet. Entretanto, a educação e ciência brasileira não andam no mesmo patamar, acarretando uma grande fuga de cérebros no país. Logo, existem diversos fatores para o aumento desta problemática, entre eles a falta de recursos para o desenvolvimento da ciência na educação e oportunidade e reconhecimento maior no exterior.
Em primeira abordagem, é válido destacar a falta de investimentos, visto que o dinheiro recebido pelo Governo Federal é má distribuído entre os setores existentes, como educação, transportes públicos e outros. O fenômeno, conhecido pela expressão inglesa brain drain (fuga de cérebros), está no caso brasileiro ligado ao recente aprofundamento da crise econômica, além de problemas estruturais como investimento insuficiente em inovação e ciência, ausência de programas de longo prazo e burocracia em excesso, segundo Eduardo Matsushita, presidente da CEO Infinitas. Com isso, é perceptível que com o avanço da corrupção brasileira, o impacto torna-se maior em áreas tecnológicas.
Outrossim, é de consciência social que países de primeiro mundo possuem um maior avanço tecnológico na educação, ocorrendo uma diferença discrepante com países de terceiro mundo, como o Brasil. De forma clara, é possível comprovar este fato com o que ocorreu com o jovem influenciador Lucas Felpi, que aos 18 anos passou para diversas universidades e escolheu dentre elas uma do exterior, justificando que queria maior reconhecimento e oportunidades melhores, já que optou por cursar Ciência da Computação. À vista disso, é evidente que aspectos econômicos precários no país influenciam fortemente em áreas essenciais para o desenvolvimento do jovem.
Em suma, conclui-se que a falta de recursos para o desenvolvimento da ciência na educação e oportunidade e reconhecimento maior no exterior são os principais fatores para que haja um grande percentual da fuga de cérebros no Brasil. Com isso, faz-se necessário que o Governo Federal, por meio de verbas estatais, invista igualmente no Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicações, como a melhoria de pesquisas científicas e estudos dirigidos, com o intuito de elevar a ciência brasileira. Além disso, é imprescindível que o Governo Estadual procure criar programas de recrutamento aos jovens cientistas, mediante de parcerias com grande influência, com o objetivo de haver maiores oportunidades para indivíduos que querem avançar na carreira da ciência e um maior reconhecimento. Desta forma, será possível o Brasil igualar-se com países de primeiro mundo neste aspecto.