Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/05/2020

Quando fala-se sobre a emigração de pesquisadores no Brasil, entende-se que esses buscam melhores oportunidades e estímulos nessa área em outros países, os quais sintam-se efetivamente reconhecidos por seus estudos. Dessemelhantemente, ao que ocorre no país, nos quais só aumentam os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil, seja por desvalorização das pesquisas científicas ou a falta de incentivo para as mesmas.

Certamente, a desvalorização das pesquisas científicas é evidente, isso ocorre, pois cientistas brasileiros após produzirem suas pesquisas não conseguem o financiamento necessário do governo, devido a esse obstáculo optam por universidades do exterior, para assim prosseguirem com o trabalho.  Desse modo, confirma-se o que foi mencionado por Helena Nader, membro da Academia Brasileira de Ciências “Os cientistas não saem do País por opção, mas por ser a única chance de continuar fazendo o seu trabalho”.

Simultaneamente, a ausência de incentivos para realizações de tais pesquisas, contribuem para a imigração dos pesquisadores, além da redução dos orçamentos das principais agências brasileiras de financiamento da ciência nos últimos anos, o Ministro da Educação Abraham Weintutraub declarou que o investimento em pesquisa e pós-graduação não será prioridade no governo atual. Logo, nota-se isso, por meio da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de nível Superior(Capes) a qual perdeu 24,4% dos recursos nos últimos anos.

Diante dessas circunstâncias, é evidente os desafios de desvalorização e de incentivo dos pesquisadores. Logo, é indispensável que o Ministério da Educação disponibilize recursos para o financiamento das pesquisas, assim como, promova por meio de workshops educacionais o estímulo de pesquisas desde a pré-infância, para que assim seja possível a concessão de um suporte para tais cientistas,seus respectivos trabalhos e o impacto gerado, ou seja os resultados apresentados pelos estudos.