Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 24/05/2020

O Brasil é um dos países latino-americanos com o maior número de instituições de ensino superior, sendo, segundo o Censo da Educação Superior, 296 pelo território. Essas instituições formam, todos os anos, profissionais muito instruídos, que poderiam agregar imensuravelmente na ciência e sociedade brasileira. Entretanto, um fenômeno de emigração por parte considerável de trabalhadores com ensino superior, a chamada “fuga de cérebros”, tem causado um déficit no número de profissionais formados no Brasil que atuam no território. Essa condição vigora, muitas vezes, pelas dificuldades no mercado de trabalho nacional e a falta de incentivos fiscais às pesquisas pátrias.

A priori, deve-se considerar o alto número de emigrações de trabalhadores brasileiros: 21236 apenas para os Estados Unidos, no ano de 2017, de acordo com o jornal G1. Nesses números estão presentes muitos cientistas, que partem para países em que o mercado trabalho encontra-se mais apto a recebê-los. Esse fator ocorre por inúmeros motivos: um deles, é a dificuldade na inserção dentro do mercado de trabalho, que mostra-se demasiado disputado, e a falta de incentivo por parte das universidades na fusão entre o emprego e a pesquisa. Desse modo, países que oferecem oportunidades trabalhistas à pesquisadores, tal qual os Estados Unidos (condição que no país é corriqueira, como é mostrada na animação Monstros S/A, da Pixar Animation), tendem a atrair pesquisadores com um alto potencial, o que causa uma grande perda ao Brasil.

Ademais, outra circunstância que aumenta a fuga de cérebros é a falta de verbas destinadas aos estudos científicos  brasileiros. Essa carência, pode acabar resultando em uma estagnação de muitos projetos, principalmente àqueles que necessitam de grandes recursos. Por consequência, uma procura maior dos pesquisadores para países que proporcionam mais incentivos acaba ocorrendo e , assim, o Brasil perde todo o investimento dado até então. Destarte, o país necessita tornar o ambiente cientifico nacional  cada vez mais propício para o desenvolvimento desse importante pilar social.

Portanto, é indubitável que a fuga de cérebros é um  grande problema que assola a sociedade.deve ser duramente combatido. Por isso, condições como a baixa empregabilidade de pesquisadores e falta de incentivos para suas pesquisas devem ser duramente combatidas. Desse modo, faz-se necessário que as universidades adjuntas ao governo federal, promovam a inserção de estudantes e pesquisadores dentro de empresas privadas, garantindo uma rentabilidade à eles e proporcionando um cenário mais favorável para que mantenham-se no país. Além disso, o Estado poderia garantir isenções tributárias para empresas que patrocinassem pesquisas científicas, acarretando em um aprimoramento maior dos estudos e um maior desejo de pesquisadores continuarem no Brasil.