Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 25/05/2020

A qualificação profissional da sociedade é uma ferramenta importante para o avanço da nação. Entretanto, no Brasil ocorre um processo chamado “fuga de cérebros”, e dessa forma, cria fatores de repulsão à pessoas qualificadas no país. Diante disso, discutir a falta de elementos atrativos no ramo profissional e as consequências desse processo no Brasil, pode ser o caminho para ampliar o entendimento sobre a questão.

Em primeiro plano, segundo o INEP, o território brasileiro possui 297 instituições de educação superior públicas e 2.152 privadas, uma quantidade significativa. No entanto, de acordo com o IBGE, 46% dos recém formados são  afetados pelo desemprego. Sendo assim, não há um ambiente favorável que permita a fixação e progressão dessas pessoas no país, nem mesmo no aspecto de pesquisa, vale lembrar que o brasil nunca alcançou um prêmio nobel.

Por conseguinte, países desenvolvidos são os que mais exportam tecnologia . Diferentemente o Brasil, favorece sua balança comercial com atividades de exportação primária e secundária, que incluem grãos, carnes e metais. Dessa forma, os brasileiros ficam à mercê de países, como, Japão e Estados Unidos, quando se trata de inovações tecnológicas e consequentemente econômicas.

Portanto, fica evidente a necessidade de medidas que venham combater a “fuga de cérebros”. Assim, cabe ao Governo Federal, por meio do ministério da educação e da economia, criar programas que facilitem a inserção dos graduandos em empresas relacionados às suas áreas, e também estimulem, ainda por política pública, o aprofundamento teórico com bolsas de estudo (pós, mestrado e doutorado). Para que, o Governo e a iniciativa privada formem um ambiente de atração, inclusive de outros pais, de pesquisadores e pessoas com anseios de ascensão profissional.