Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/05/2020

Em 1808, com a chegada da família real no Brasil, a corte portuguesa passou a procurar novas formas de administrar a colônia. Posteriormente, a monarquia foi instaurada, e possuía como enfoque principal manter o poder político, que contrariava os princípios básicos da educação, pois um homem letrado trazia risco à soberania do monarca. Assim, a desvalorização do conhecimento perdurou por muitos anos e, hodiernamente, ainda enfrenta diversas sequelas históricas e instabilidades políticas-econômicas. Diante dessa perspectiva, é preciso que os causadores sejam localizados a fim de trazer uma resolução para a problemática em questão.

Em primeiro lugar, pode-se analisar que a falta de incentivo a educação é um problema intrínseco na sociedade brasileira tanto por falta de recursos, quanto por falta de oportunidades. Assim sendo, muitos cidadãos que se submetem a uma intensa vida acadêmica se deparam com diversos obstáculos, tais quais como a falta de recursos para seguirem uma pesquisa ou se especializarem em uma área do conhecimento. Segundo pesquisas publicadas pelo site “O globo”, entre um período de seis anos houve um crescimento de 61% na saída de profissionais qualificados do país. Diante do exposto, é preciso que medidas sejam tomadas visando inserir tais indivíduos no mercado nacional.

Analogamente, nota-se que a má distribuição e a retirada de verbas da área de pesquisas universitárias contribuem para tal situação, pois para que um estudo possua um impacto social positivo e bem-conceituado é fundamental o apoio financeiro. Sendo assim, se faz relevante a frase de Arthur Lewis que diz: “A educação nunca foi despesa. Sempre foi retorno garantido.”, que reforça a importância de dedicar uma parcela dos fundos públicos para fins educacionais que trarão inovações e avanços, não apenas à ciência, mas para sociedade como um todo.

Tendo em vista os fatos supracitados, torna-se necessário que, o Ministério da Educação, envie representantes a centros de educação básica e superior com a função de ministrar palestras acerca da importância do estudo e da educação, por meio de exemplos práticos e atividades lúdicas que exemplifiquem casos reais, visando incentivar os alunos a explorar as diversas áreas do conhecimento. Ademais, é preciso que, o Governo Federal, trabalhe na redistribuição de verbas públicas para a área da educação, por meio de pesquisas populares que tenham por objetivo mostrar os principais focos do problema para que seja possível direcionar o capital necessário para os locais corretos, e consequentemente, impulsionar a vertente em questão.