Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/05/2020

Fuga de cérebro é o nome dado ao processo de emigração - saída do país - de profissionais qualificados. Seu elevado número indica problemas de infraestrutura e de investimento em áreas que necessitam de um alto grau de capacitação, principalmente as de pesquisa. Portanto, a fuga de cérebro deve ser combatida com maiores investimentos em laboratórios e outros e um maior financiamento de pesquisas, os quais representam os maiores desafios a tal combate.

Em primeiro lugar, os laboratórios e ambientes estudo e trabalho de profissionais altamente capacitados recebem pouca verba - dinheiro que o Governo disponibiliza para custear algo - e, portanto, acabam por ficarem sem manutenção. Segundo o site do G1, somente cerca de 1,9% do PIB brasileiro em 2019 para todo o país, ou seja, esses estabelecimentos citados receberam uma porcentagem menor, o que evidencia tal desafio.       Posterior a isso, há a falta de financiamento de pesquisadores em suas pesquisas, o que obriga tais pesquisadores a custearem suas próprias pesquisas. A exemplo disso existe a neurocientista Suzana Herculano-Houzel que trabalhava no Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) que afirmou em carta para a revista Piauí que chegou a financiar uma de suas próprias pesquisas.

Com isso em mente, pode-se concluir que os principais desafios para o combate à fuga de cérebro no Brasil podem ser resolvidos com uma melhor distribuição dos recursos financeiros do país - ou seja, otimizar o uso do PIB - pelo Governo Federal em parceria com o Ministério da Economia por meio de reuniões entre si para determinar o melhor destino da maior verba possível para essa área (infraestrutura, pesquisa e desenvolvimento).