Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 29/05/2020

A fuga de cérebros é uma expressão usada para se referir às mentes talentosas que saem de seu país natal em direção a outro lugar que tenha condições melhores de trabalho. Evidentemente, isso acontece no Brasil, todos os anos centenas de jovens com um futuro promissor dentro do ramo científico fogem para países melhores desenvolvidos, tais como Estados Unidos e Canadá, visando melhores empregos. Por certo, essa diáspora acontece por causa da ausência de valorização da ciência, consequentemente a falta de profissionais qualificados para atuar na área.

Em primeiro lugar, dentre muitas coisas em que o governo brasileiro investe muito pouco, como por exemplo a educação, as atividades científicas também fazem parte desse grupo de baixo investimento. Ademais, o apoio nesse ramo é pequeno, é difícil ver alguma conquista por parte dos cientistas que atuam no Brasil, as mídias geralmente mostram pessoas que estão em outros países realizando bons trabalhos e a questão financeira influencia muito nisso. Da mesma forma, Suzana Herculano-Houzel diz que não existe um bom incentivo e que a ciência dentro do país está agonizante. Também, segundo Carlos Eduardo Klein, membro da APG-UFG, “O governo prefere dar dinheiro aos bancos do que à ciência, sendo que 90% da ciência produzida no país é realizada pelos pós-graduandos".

Em segundo lugar, é fato a péssima valorização científica e isso causa uma enorme falta de bons profissionais no Brasil. Ainda mais, essa ausência de trabalhadores prejudica financeiramente o desenvolvimento nacional. Inegavelmente, países que são mais ricos, têm maiores investimentos. Desse modo, segundo o professor Romão da Cunha, “para cada 1 dólar aplicado na produção de ciência, o retorno, em um período de 8 a 10 anos, é de 80 dólares”. Por outro lado, a fuga de cérebros também é um causador dessa má infraestrutura, ou seja, é um ciclo, não tem estrutura pela falta de bons profissionais e existe essa ausência pelo fato de não ter recursos.

Em suma, cabe ao Governo Federal investir mais em ciência e tecnologia através de uma liberação de verba, assim aumentando a qualidade científica brasileira. Outrossim, é necessário que haja um incentivo para os estudantes nas escolas e faculdades por meio de palestras, mostrando a importância desse ramo no Brasil, dessa forma, elevando a vontade dos alunos de trabalhar em seu país natal. Eventualmente, a fuga de cérebros no Brasil reduzirá.