Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 01/06/2020

A fuga de cérebros ou a fuga de jovens pesquisadores que emigram para países onde a Ciência e a Tecnologia são mais valorizadas é um problema para o Brasil. A falta de investimento na educação dos jovens e a desvalorização de pesquisas realizadas em solo brasileiro são as principais causas da fuga de cérebros. Portanto, medidas devem ser formuladas para minimizar esse problema.

Em primeira análise,  essa diáspora de talentosos jovens brasileiros é motivo de extrema preocupação, pois comprometerá o desenvolvimento e o futuro do país. Países que investem na educação avançam também em estabilidade política, crescimento econômico e alcançam conquistas sociais importantes. Entretanto, o Brasil passa por crises que, por não serem superadas, interferem diretamente em diversas áreas incluindo a da educação, dificultando a continuidade de pesquisas e projetos de universidades e centros de pesquisas. Algumas comunidades acadêmicas alertam para essa hecatombe que a longo prazo irá afetar as gerações futuras.

Em segunda análise, Bruno Martorelli Di Genova, doutor pela Universidade de São Paulo e pesquisador associado da Universidade de Wisconsin nos Estados Unidos, diz ser impossível ficar no Brasil, pois os recursos para pesquisas caem gradativamente. De acordo com Martorelli e estudos estratégicos do Ministério da Ciência, tecnologia, Inovação e Comunicações, 25% dos brasileiros com doutorado, e 35% com mestrado estão desempregados. Segundo Martorelli, é frustrante passar por vários anos de estudos em uma faculdade e não ter nenhuma opção de trabalho, por ser considerado pelo mercado um profissional caro.

Por fim, a projeção de cenários sobre o futuro do Brasil, depende do investimento na  educação por meio de instituições publicas e privadas, de modo a difundir por meio das redes sociais possíveis a importância de projetos e pesquisas para política, a economia e conquistas sociais, assim promovendo um avanço no país.