Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 26/05/2020
“O importante não é viver, mas viver bem”. Segundo Platão, a qualidade de vida tem tamanha importância que ultrapassa a da própria existência. Entretanto, no Brasil, esse pensamento é somente teórico, pois a problemática da fuga de cérebros no país é um grave problema que se deve à falta de maiores incentivos e suporte do Estado com a ciência e pesquisadores que atuam nesse ramo. Com isso, tendo em vista os sérios problemas de educação e bem estar social, maiores medidas devem ser tomadas pelo Estado.
Nesse contexto, durante o século 18, no período Iluminista, a ciência e o desenvolvimento intelectual surge com força na Europa, acarretando em um vasto domínio científico. Por esse viés, com o tempo, os Estados europeus perceberam a importância de se terem uma grande massa de cientistas para o pleno desenvolvimento dos seus países. Contudo, atualmente no Brasil, apesar de se ter um grande número de pesquisadores, o Estado brasileiro não dá o devido suporte a esses profissionais, corroborando na saída desses cidadãos para os países desenvolvidos, onde há melhores condições para a realização dos seus trabalhos.
Ademais, dados do IBGE revelam que no ano de 2017, 21.236 profissionais brasileiros tiveram uma saída definitiva do país, com destino aos Estados Unidos, em busca de melhores condições de trabalho. Dessa forma, fica evidente o quão grave é a fuga de cérebros no país, já que com a saída desses profissionais, o desenvolvimento científico no Brasil fica precário, afetando toda a estrutura da sociedade brasileira - como na educação da população - e assim, indo de encontro com os direitos humanos, presentes na Constituição Federal de 1988.
Portanto, o Estado deve realizar um projeto científico no país, por meio de uma maior distribuição de verbas e bolsas de estudos nas faculdades e centros de ensino superior, dando suporte e meios para a realização e desenvolvimento de pesquisas em todo o Brasil. Dessa forma, com o objetivo de que um maior número de profissionais qualificados tenham as condições necessárias para realizarem seus estudos e pesquisas no país de origem, aumentando significativamente o desenvolvimento científico no país, e assim, tenham uma melhor qualidade de vida, como no pensamento de Platão.