Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 26/05/2020
No filme “O Gênio Indomável”, protagonizado por Robin Williams, um jovem de 20 anos que é o zelador de uma universidade, revela-se um gênio em matemática. Em sequência, os professores dessa mesma universidade trabalham para que o jovem não abandone seu talento. Infelizmente, esse tipo de esforço não é encontrado frequentemente no Brasil, onde há um aumento do número de profissionais brasileiros que estão deixando o país. Analogamente, esse fenômeno chama-se “fuga de cérebros”, e torna-se cada vez mais comum no Brasil por conta da ausência de investimentos no meio científico brasileiro que gera a carência de adaptação do País à inovações.
Em primeiro lugar, é importante frisar que os investimentos públicos na ciência estão tornando-se escassos com ao passar dos anos. De acordo com o site G1, em 2020, o governo de Jair Bolsonaro cortou metade do orçamento da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento Pessoal de Nível Superior), órgão que financia pesquisadores. Tal fato desincentiva profissionais brasileiros a contribuírem com a evolução científica do país, já que não existe dinheiro para que seu trabalho siga em frente. É evidente que a supressão de recursos do Governo Federal intensifica, de acordo com o jornal Diário do Comércio, o aumento de 74% o número de vistos imigratórios emitidos para os cidadãos.
Ademais, além da inópia dos recursos monetários direcionados às pesquisas científicas, a problemática também é movida pela inabilidade do Brasil de adaptar-se com inovações tecnológicas. De acordo com o CEO Marco Stefanini, o Brasil deveria investir em tecnologias que aceleram as etapas de pesquisas de profissionais brasileiros. É notório que a tecnologia é benéfica para o avanço dos estudos dos especialistas qualificados brasileiros, entretanto, da mesma forma que a inovações são favoráveis, a ausência delas dificulta o progresso de seus trabalhos e os incentiva procurar outros lugares onde seus esforços sejam valorizados.
Em suma, os desafios em torno da fuga de cérebros do Brasil giram em torno da privação de recursos monetários e tecnológicos por parte do Governo Federal com os profissionais brasileiros. Logo, para que a problemática ganhe um fim, medidas precisam ser criadas pelo Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, como por exemplo, a criação de um fundo fiduciário especialmente para as o aperfeiçoamento pessoal de profissionais que possuem um nível superior. Tal fundo seria administrado pela CAPES, e poderia ser acessado somente por trabalhadores que possuem intenção de investir em sua própria carreira no território brasileiro. Além disso, com a doação do fundo, também será oferecido a consultoria de um administrador, que ajudará o profissional a saber como e quando gastar seu dinheiro. Assim, a fuga de cérebros não será mais um problema no Brasil.