Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 28/05/2020

O século XXI está sendo marcado por inúmeras crises de imigrações forçadas, como no caso da Venezuela e da Síria. Essas pessoas, fogem de seu país de origem para tentar escapar das condições inóspitas a qual estavam inseridas. Análoga à essa realidade, no Brasil, a fuga de cérebros ocorre porque o país carece de investimentos na área tecnológica e propaga a ideia do estrangeirismo como algo superior. Por conseguinte, é urgente a discussão e a resolução dessa problemática.

A princípio, é fundamental analisar o descaso governamental com ao âmbito cientifico. Nesse prisma, segundo o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), o investimento total em pesquisa chega ao patamar de 1,2% do PIB. Dessa forma, devido a carência no investimento governamental em tecnologias, é muito atrativo para os pesquisadores brasileiros saírem do país para ingressarem na carreira exterior. Assim, com a continuidade desse quadro de sucateamento do setor tecnológico, a fuga de cérebros continuará acontecendo progressivamente.

Ademais, é imprescindível ressaltar, para além do descaso governamental com os investimentos, a cultura da supervalorização dos países do Norte. Tangente a isso, de acordo a Escola de Frankfurt, a mídia é capaz de moldar o pensamento e o comportamento dos indivíduos, fazendo-os perpetuarem ideias limitadas sobre o próprio país. Nesse viés, a construção de uma imagem preconceituosa sobre o Brasil, e o enobrecimento dos países considerados desenvolvidos, contribuem para a evasão dos futuros cientistas brasileiros. Consequentemente, o conhecimento cientifico regional continuará atrasado se não tiver mudanças.

Infere-se, portanto, que ainda há desafios para combates à fuga de cérebros no Brasil, sendo necessário medidas de intervenção. Desse modo, cabe ao Governo Federal melhorar os âmbitos informacionais e científicos do Brasil, por meio de maiores investimentos nessas áreas, tornando-as, assim, atrativas para os futuros pesquisadores e capazes de formar excelentes cientistas. Concomitantemente, urge que as mídias televisivas passem a valorizar a cultura e a produção de conhecimento brasileira, mediante a propagandas em horários nobres, para que possa modificar a visão do próprio brasileiro sobre as qualidades de seu país.