Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 27/05/2020

É possível afirmar que no Brasil, país no qual se autodeclara uma “Pátria educadora” mostra-se na realidade, um ambiente totalmente infrutífero para a produção de ciência, tendo em vista não só um êxodo de intelectuais, no caso mestres e doutores para  outras partes do mundo, mas também, uma evidente falta de investimento governamental em pesquisa e desenvolvimento.  Sendo assim situação grave que representa um grande problema a ser enfrentado de uma forma mais organizada pela sociedade brasileira.

Em primeiro lugar, no que se refere a crescente evasão destes profissionais, tal causa, está atrelada a incerteza no que tange a um plano de carreira consolidado com real efetivação no mercado de trabalho. De acordo com publicação recente do jornal O Globo " 67% dos profissionais com diversas especializações e certificações encontram-se em situação de subemprego por não encontrarem trabalho na área de atuação, além de em muitos dos casos, estarem sujeitos o completo desemprego". Tornando assim impensável o exercício e solo nacional, deixando mais atraente a estes buscar alternativa em paises mais desenvolvidos economicamente e melhor estruturados.

Um outro fator que contribui para a exportação imperativa de cientistas, é a falta de recursos para o setor. Segundo pesquisa do DataFolha “A administração publica nos últimos treze anos, reduziu o orçamento destinado a pesquisa em faculdades em dois terços, para atingir metas fiscais.” percebe-se, portanto, como nociva ao acadêmico a permanência em solo nacional  por conta o negligenciamento do avanço tecnológico especifico em ramos do saber.

Portanto, é de primeira ordem que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual, urge que o Ministério de Educação e Cultura (MEC) crie, por meio de verbas governamentais, planos de carreira aliado a um orçamento maior a pasta para compra de equipamentos, afim  de tornar o pais do futebol também referencia em conhecimento tecnico ciêtifico.