Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil

Enviada em 05/06/2020

A fuga de cérebros, nome dado à evasão de talentos em geral, mas especialmente cientistas, é um problema recorrente no Brasil. Desde 2010, o registro de doutores que escolheram outros países para desenvolverem suas pesquisas tem aumentado cada vez mais, uma vez que oportunidade oferecida pelos países receptores é muito atrativa, especialmente devido à escassez de recursos científicos que o Governo Brasileiro oferece.

Os Estados Unidos são o país que mais possui cientistas, entretanto, é também o principal destino da migração de cérebros, acompanhado por diversos países da Europa. Tal dado pode ser explicado pela abundância de investimento no setor científico e de desenvolvimento de pesquisas que estes países oferecem, uma vez que o fato de serem grandes potências mundiais os deixam mais economicamente preparados para tais investimentos.

À proporção que países desenvolvidos recebem novos talentos, o Brasil também perde os seus. Segundo estudos, o Brasil é o país de número um no ranking de fuga de cérebros, o que, no entanto, já se era previsto, considerando, além da falta de recursos que os doutores encontram, o corte de bolsas de pesquisa que ocorreu em maio de 2019, deixando ainda mais pobre o sistema científico do país.

Logo, para que a fuga de cérebros seja evitada, o Governo do Brasil deve se empenhar em incentivar a pesquisa e a ciência, por meio de investimentos econômicos e recursos materiais. Além disso, as Universidades também podem ter um papel importante, com a criação de bolsas de auxílio econômico para os doutores ou graduandos, que se interessem em fazer com que o país seja mais cientificamente preparado.