Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 30/05/2020
Fuga de cérebros é um termo usado para definir a saída de profissionais qualificados de um país para trabalhar em outro. Ademais, conforme afirmam dados do Capes e do CNPq- entidades ligadas a educação e ciência respectivamente- , quase 50 mil cientistas brasileiros migraram para universidades estrangeiras só em 2015. Entretanto, poucos esforços têm sido feitos para combater esse fenômeno. Por um lado, há pouco investimento em pesquisa e tecnologia e, por outro, o mercado de trabalho é cruel com esta classe.
Em primeiro lugar, é preciso ressaltar que os valores das bolsas para mestrado e doutorado no Brasil são baixos. Não obstante, houve ainda redução da verba destinada ao setor nos últimos anos segundo o site “VOCÊ S/A”. O qual afirma que o orçamento com bolsas para o CNPq caiu de mais de 1,5 bilhões de reais em 2013 para 0,8 bilhão no último ano. Assim, é clara a necessidade de recursos na área.
Outrossim, há também dificuldade por parte de pessoas altamente instruídas para serem empregadas, levando muitas dessas a aceitarem propostas de trabalho em instituições estrangeiras. Haja vista a pesquisa do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações a qual mostra que, em 2014, 25% dos brasileiros com doutorado e 35% dos que tinham mestrado estavam desempregados. Logo, é fulcral agir diante dessa realidade.
Destarte, cabe aos Poderes Legislativo e Executivo aumentarem o número de bolsas de pesquisa e o dinheiro designado à categoria. Tal ação ocorrerá por meio de políticas públicas voltadas para o fomento deste pilar da educação, com o fito de aumentar o suporte aos estudantes. Analogamente, compete às empresas desenvolver parcerias com órgãos do setor, aumentando as oportunidades de emprego. Então, por meio de cotas nas vagas empregatícias especialmente para profissionais formados nos estabelecimentos vinculados, em troca de benefícios nos projetos desenvolvidos, será possível aumentar a inserção desses trabalhadores no mercado. Desta forma, as barreiras para contenção da diáspora da comunidade acadêmica poderão ser vencidas.