Os desafios no combate à fuga de cérebros no Brasil
Enviada em 29/05/2020
Existe uma falta de incentivo por parte do governo brasileiro para com a educação, esse desinteresse influência nas ações do cidadão, um desses movimentos é emigração daqueles que querem continuar investindo no conhecimento já que não recebem o apoio necessário do país de origem. Podemos caracterizar isso como a “fuga de cérebros”, que se refere aos profissionais especializados em seu campo profissional, esse domínio faz os indivíduos terem um salário alto, desse modo, dificilmente são contratados. No entanto, em outros países podem receber oportunidade de desenvolver pesquisas, alta remuneração, benefícios, dando todo o reconhecimento para o país contratante. Agora pode parecer ter pouca influência no Brasil, mas a longo prazo todos se tornam prejudicados, as pessoas e o país.
É comum saírem do país, principalmente pessoas no ramo de ciências e pesquisa, considerando que no Brasil tal campo não é bem desenvolvido. Nomes como Eduardo Farias Sanches, Renata Leonhardt e Bianca Ott Andrade são apenas exemplos de pessoas que receberam uma proposta melhor de trabalho ou bolsas para faculdade de países como a Suíça, que preza os estudos e pode oferecer uma base estável para os trabalhadores.
Essa diáspora de profissionais é motivo de extrema preocupação, pois além de não se ter um número exato de pessoas que saem, comprometerá o desenvolvimento do país. Segundo a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), apenas 0,2% da população brasileira possui doutorado, enquanto a média dos países pertencentes à organização é de 1,1%. Caso não seja ajustado o comprometimento com a educação no Brasil, as pessoas continuarão procurando por empregos em outros países, e em breve alcançaremos números mais assustadores revelando o nosso retrocesso. Cortar verba de projetos de pesquisa é uma ação que apenas atrasará o país, pois sem pesquisa, não terá inovação, e se tiver, o mérito ficará em outro lugar, onde o inventor provavelmente estará. Um exemplo não tão recente foi a criação do câmbio automático, criado por José Braz Araripe, em 1932, que vendeu a ideia para a General Motors (GM), uma empresa dos Estados Unidos.
Dado as informações acima, pode-se observar que o modo que é administrado a parceria entre o poder político e educacional afeta o futuro dos estudantes e não os traz vantagem alguma, e isso não mudará até que afete diretamente quem está no topo do poder político, enquanto isso, o país continuará em retrocesso.
Resta ao ministério da educação criar uma proposta que melhore a base educacional do país, mesmo que seja a longo prazo, no futuro, se as novas gerações tiverem o apoio ideal para as áreas que se formarem, poderão optar continuar no país de origem e mudar a realidade desfavorável do Brasil.